Regras para abrir os bares «têm pouco impacto nos negócios»

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Possibilidade de os bares funcionarem, a partir de domingo, dia 1 de agosto, sujeitos às mesmas regras dos restaurantes no âmbito da pandemia COVID-19 «vai ter pouco impacto nos negócios», considerou hoje o presidente da Associação de Discotecas do Sul e Algarve.

Liberto Mealha disse à agência Lusa que a possibilidade de os horários serem alargados até às 02h00 «é positivo», mas sublinhou que as restantes regras agora anunciadas para permitir a sua abertura, como limites de lotação e de ocupação dos espaços, não vêm alterar o que já era praticado até aqui.

O presidente da Associação de Discotecas do Sul e Algarve (ADSA) recordou que muitos bares já se tinham socorrido da possibilidade de servir comida para poderem trabalhar e a única coisa que agora se altera – com as novas regras de desconfinamento anunciadas na quinta-feira pelo Governo -, é que essa necessidade deixa de existir.

«Os bares passaram a funcionar como snack-bar, só tinham de ter comida. Agora, a situação fica na mesma, a única coisa é que já não somos obrigados a dar comida», afirmou o empresário, que detém vários espaços de diversão noturna, na sua maioria situados em Albufeira.

A mesma fonte frisou que as regras vão também manter-se idênticas quanto à necessidade de os clientes dos bares se manterem sentados e de terem de ser respeitados limites no número de pessoas por mesa.

«De resto, continua a limitação nas mesas, com lugares sentados, e é tudo a mesma coisa. Agora, já não temos é a obrigatoriedade de, especialmente a partir das 21h00, sempre que se servia uma bebida alcoólica, ter de ser acompanhada de comida», sustentou.

Questionado sobre o eventual impacto das medidas para os negócios do setor, Liberto Mealha respondeu: «não é nenhum».

Os bares podem abrir a partir de domingo, mas sujeitos às regras aplicadas aos restaurantes no âmbito da pandemia da COVID-19, esclareceu o Governo, que decidiu deixar de fora as discotecas, cuja abertura só foi autorizada para outubro.

O presidente da ADSA considerou, na quinta-feira, após o anúncio do Governo, que a abertura em outubro chega «tarde» para os espaços de diversão noturna da região do Algarve, que têm «mais um verão perdido».

Liberto Mealha congratulou-se, no entanto, por bares e discotecas de outras regiões do país poderem retomar a atividade nessa ocasião, embora tarde.

«Mais vale tarde do que nunca, mas o que é facto é que, na verdade, sendo anunciado as discotecas a abrir em outubro, para nós, Algarve, não surte efeito nenhum, é mais um verão perdido, porque sendo nós sazonais, em outubro a época praticamente está terminada e a decisão é muito prejudicial», afirmou.

Na ocasião, a mesma fonte considerou que permitir a abertura até às 02h00 «foi uma decisão acertada», porque já havia «muitos turistas a dizer que não valia a apena vir para Portugal ou para o Algarve com horários até as 22h30», entre eles visitantes do Reino Unido, que «optavam por Espanha» por causa do horário.