Vacinação, enfermeiros, citrinos e comboios marcou jornada de João Dias

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Na visita que João Dias, deputado do Partido Comunista Português (PCP) na Assembleia da República, realizou no dia 10 de maio ao Algarve, foram abordados diversos problemas da região.

Destaca-se a visita ao Centro de Vacinação de Silves, na qual participou também a Presidente da Câmara Municipal de Silves Rosa Palma, onde se fez uma avaliação sobre a evolução do processo de vacinação das populações naquele concelho e também na região.

Tal como o PCP tem sublinhado, «a vacinação de toda a população, tal como o rastreio e a sua testagem massiva, são fundamentais para vencer a epidemia e desenvolver as atividades económicas, sociais, culturais e desportivas que são essenciais à vida das populações. Um objetivo que continua a exigir, ao contrário do que pretende a UE e o governo, a diversificação das compras de vacinas, a libertação das patentes e a produção em Portugal das mesmas».

Também no concelho de Silves, João Dias visitou duas explorações agrícolas dedicadas à produção de citrinos, tendo tido a oportunidade para ouvir as preocupações dos produtores, designadamente sobre os necessários investimentos para o abastecimento de água.

Já em Portimão, os problemas do Serviço Nacional de Saúde estiveram presentes na reunião que teve lugar com o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), como «a situação com que estão confrontados milhares de enfermeiros que, pese embora o seu papel imprescindível no combate à epidemia e na resposta geral do SNS, são vítimas da precariedade, da desvalorização das suas carreiras, do congelamento salarial que o governo continua a impor».

A jornada terminou em Lagos, com a realização de uma sessão pública na praça Gil Eanes onde se deu conhecimento do Projeto de Resolução que o PCP apresentou recentemente na Assembleia da República pela dinamização do transporte ferroviário na linha do Algarve.

Uma iniciativa onde se reafirmou que a região «reclama um forte investimento público que assegure o direito ao transporte e à mobilidade e, ao mesmo tempo, que se intervenha para a crescente substituição do transporte individual – ao qual está condenada a maioria da população».