PSD Portimão lamenta que ausência de planeamento de obras

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Comissão Política do Partido Social Democrata da concelhia (PSD) de Portimão lamenta «transtorno» que «demonstra eleitoralismo habitual» do Partido Socialista (PS).

A Comissão Política do Partido Social Democrata da concelhia (PSD) de Portimão afirma que ausência de planeamento de obras também é transtorno e demonstra eleitoralismo habitual do Partido Socialista (PS).

A Comissão Política Concelhia do PSD de Portimão reitera, em comunicado, «tal como transmitido em conferência de imprensa recente dada pelo executivo camarário, que é benéfico para o concelho o adiamento de grandes obras em estradas e artérias fulcrais de Portimão para depois do verão».

Reforça o PSD que, «sem espanto, só agora, em pleno ano de eleições autárquicas, a Câmara Municipal de Portimão tem a decorrer 13 obras deste género em todo o concelho».

Afirma ainda o PSD de Portimão que «a ação retórica e óbvia da Câmara Municipal de, eleitoralmente até na presença da comunicação social, proceder ao auto de suspensão da empreitada da primeira fase de pavimentação da super movimentada V6, prevista para decorrer em julho e agosto de 2021, demonstra apenas que aquando do lançamento do concurso não havia qualquer planeamento estratégico de mobilidade».

Isto porque «quando lançaram concurso e adjudicaram obra sabiam em que meses ia calhar, no verão, e portanto há duas respostas possíveis: ou é eleitoralismo para virem agora dizer que suspendem a pensar nos constrangimentos ou então, talvez pior, é porque de facto adjudicam tudo sem qualquer planeamento do que querem e vão fazer», afirma o Carlos Gouveia Martins, presidente do PSD Portimão.

«Só um portimonense muito iludido pode acreditar que o PS, pelas palavras de quem lidera o executivo, suspendeu estas obras porque não quer dificultar o retomar da economia, todos sabemos que dentro das várias possibilidades, na altura em que adjudicaram obra, essa não era uma delas».

Finaliza o Presidente da Comissão Política do PSD de Portimão que «em política, o que parece, é. A Câmara Municipal e o PS usaram uma conferência de imprensa para dizerem que adiar obras é o oposto de eleitoralismo mas, no mesmo momento, fizeram a maior prova de eleitoralismo ao apresentar e descrever as 13 obras e os 7 milhões de euros de investimento que decorrem a escassos meses de eleições a que acrescem ainda 4 milhões de euros noutro conjunto de obras com concursos a decorrer ou a ser lançados em breve apenas».

«Cabe a quem acompanha a política de vazio dos últimos três anos, como o PSD acompanha, dizer aos portimonenses para não aceitarem de ânimo leve a ‘areia para os olhos’ atirada pela presidente de Câmara, agora, neste ano de eleições, quando tudo muda e, subitamente, todos os concursos que dizia a autarquia ficarem desertos terem agora sim empresas de todo o tipo a candidatarem-se para construção».

Por fim, assinala o PSD a preocupação de, sabendo que são obras há muitos anos necessárias, não só de 2021, ano de eleições autárquicas, ver, por exemplo, nestes meses de verão de julho e agosto acontecer a demolição das casas entre o Largo do Dique e o Jardim 1º de Dezembro para a criação de uma nova artéria de circulação em Portimão (proposta aprovada em Assembleia Municipal com voto favorável do PSD, defensor desta melhoria rodoviária, mas com reservas face ao curto estudo de tráfego apresentado publicamente pelo executivo) que irá impactar seguramente uma das zonas mais movimentadas da cidade».

Finaliza o PSD afirmando que tem defendido, sendo a favor da sua execução como o PS, «inúmeras obras que agora acontecem como a Antiga Lota de Portimão (apresentada uma dezena de vezes, porventura eleitoralmente, pelo executivo) o edifício do Salva-Vidas de Alvor (proposto já em 2019 pelo PSD igualmente), a requalificação da Escola Básica José Buísel, a substituição das coberturas em amianto nas escolas básicas D. João II e Júdice Fialho e na Secundária Manuel Teixeira Gomes (e os alertas dados pelo PSD face à mesma situação noutros pontos como no Hospital de Portimão) e o Parque da Juventude (porventura a obra de requalificação mais vezes apresentada e repetida do País)».

Porém, o PSD, até pela indicação destas obras que decorrem/vão decorrer, conclui o óbvio: «a Câmara Municipal de Portimão teve quatro anos sem planeamento e tem agora quatro meses para eleitoralmente recuperar o calendário perdido», diz Carlos Gouveia Martins.