PSD critica atraso da videovigilância em Portimão, autorizada há dois anos

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Partido Social Democrata (PSD) relembrou hoje que a videovigilância em Portimão «está autorizada há dois anos».

A oposição questiona a autarca Isilda Gomes sobre a ausência de planeamento da Câmara Municipal de Portimão e do Partido Socialista (PS) «após 1.157 dias de espera».

O despacho foi publicado em Diário da República, a 24 de agosto de 2020, mas só agora, dois anos depois, «o PS reage».

Em nota enviada ao barlavento, a comissão política do PSD da concelhia de Portimão, diz partilhar «o sentimento de preocupação e lamento que a globalidade dos portimonenses têm hoje após terem assistido, ontem, dia 21 de junho, todos os meios de comunicação social darem relevância aos graves desacatos causados de madrugada na Avenida Tomás Cabreira da Praia da Rocha».

Cerca de 24 horas depois da difusão das imagens de violência ocorridas no concelho, a Câmara Municipal de Portimão demonstrou total «desresponsabilização da sua ação executiva e de liderança» ao dizer publicamente que agora, a 21 de junho, «ia assinar um contrato para a instalação de equipamentos de videovigilância, em especial na praia da Rocha, através de 32 câmaras».

Carlos Gouveia Martins, presidente do PSD Portimão lamenta que «é uma reação a algo que aconteceu horas antes. Para o PS e executivo de Portimão é sempre depois, depois, depois. A responsabilidade de planeamento, organização e acautelar a vinda de milhares de turistas à nossa cidade é da Câmara Municipal que, como se vê, não o fez».

Depois de questionada sobre a matéria, a autarca Isilda Gomes, «como é sua forma de estar habitual, disse que abordou diretamente o Ministro da Administração Interna e tem várias garantias dadas. Pergunto: interpelou o ministro para a necessidade do Corpo de Intervenção da PSP estar em Portimão instalado desde 1 de junho de 2020, pelo menos, dada a afluência enorme de pessoas à cidade, ou só fez após os desacatos?».

O PSD pergunta à edil qual «a falha logística relativamente às instalações novas da PSP em Portimão que deveriam ter sido concluídas num prazo de 365 dias e ainda estão inacabadas como todos os portimonenses sabem com alguma vergonha? Onde irão pernoitar os agentes da PSP? Pode dizer a Portimão ou deixará isso para conversa privada com um qualquer ministro?», questiona Carlos Gouveia Martins.

Sobre a matéria da videovigilância, que tem uma década de discussão, afirma peremptoriamente o PSD de Portimão que a Câmara Municipal e o PS têm de falar a totalidade dos factos.

Para o PSD, o executivo PS da Câmara Municipal de Portimão atuou a 21 de junho em reação aos desacatos dessa madrugada de 20 para 21 de junho e, posteriormente, quer dar uma imagem de «força e dedicação» anunciando a assinatura de um contrato para instalação de câmaras de videovigilância.

«Mas porque não assume o PS que esta autorização está dada desde 24 de agosto de 2020 em Diário da República? É mesmo sistema de videovigilância que agora, 23 meses depois, a mesma presidente de Câmara traz a publico quando não planeou e não acautelou».

O líder social-democrata vai ainda mais longe e acusa a presidente da Câmara Municipal de Portimão de «falhar».

«Isilda Gomes falhou, de novo, e mais uma vez demonstra que só atua em reação e não tem qualquer planeamento nem estratégia. Seja em matérias de segurança, que deixamos as dúvidas sobre o que acautelou com o Ministério da Administração Interna, não conseguiu concluir as obras das novas instalações da PSP deixando derrapar os prazos e, ainda por cima, usa em 2022 um trunfo que podia ter desde agosto de 2020».