PSD consegue 50% de redução nas portagens da A22 a partir de julho

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Por proposta do Partido Social Democrata (PSD) foi aprovada a entrada em vigor no próximo dia 1 de julho, a redução das portagens na Via do Infante (A22), de 50 por cento para veículos de combustão, e 75 por cento para veículos elétricos, independentemente da sua categoria.

Em declarações ao barlavento, o deputado algarvio Cristóvão Norte lamenta que «o Partido Socialista (PS), que se tinha comprometido em fazer essa redução por várias ocasiões, nunca o fez. É pela mão do PSD que os algarvios têm esta boa notícia num tempo de séria crise económica e social».

«Será um contributo para estimular a mobilidade na região e para atenuar os custos aos algarvios», diz.

Norte sublinha que a medida social-democrata passou graças a uma «maioria positiva» hoje na Assembleia da República, que uniu o CDS-PP, Bloco de Esquerda (BE), Partido Comunista Português (PCP) e demais partidos. Votaram contra PS e Iniciativa Liberal (IL).

«Infelizmente, esta foi para o Partido Socialista, tal como designou durante o debate, uma maioria negativa. Este não é um bom Orçamento de Estado (OE) mas, pelo menos, em relação a esta matéria, deu-se um grande passo em frente para libertar o Algarve de um custo sufocante para empresas e famílias que vai servir para dinamizar a economia» regional, declarou o deputado social-democrata algarvio.

Cristóvão Norte, deputado algarvio do Partido Social Democrata (PSD) defende que «tem que haver turismo externo» para evitar desemprego e «falências em catadupa».
Cristóvão Norte.

Ainda em relação ao Orçamento de Estado para 2021, Cristóvão Norte lembra que o «não tem um programa específico para o Algarve, como foi prometido em julho, sabendo o governo que esta é uma das regiões mais fustigadas na Europa pela pandemia da COVID-19. Tem cinco vezes mais crescimento do desemprego que qualquer outra região do país».

Norte lembra que Marcelo Rebelo de Sousa notou «a necessidade de executar um plano de emergência especial para o Algarve, que seria um desígnio nacional, e que embora tenha sido prometido pelo PS, nenhum de nós conhece esse programa. Não está inscrito, nem consta no OE 20201».

«Portanto, isso é uma péssima notícia para o Algarve, mas nós cá estaremos para propor medidas que aliviem os algarvios numa conjuntura que é difícil e sempre terá danos. A culpa da pandemia não é do governo, mas as insuficientes respostas à pandemia já são responsabilidade do governo».

«Lançamos o repto ao governo para que apresente muito rapidamente esse programa para que o Algarve não seja um cemitério de empresas e de emprego e não se transforme num monte de ruínas, que todos temos de evitar, em nome da coesão social e da recuperação da economia», concluiu.