PSD Algarve «surpreendido» com mudança da radioterapia para Sevilha

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Cristóvão Norte, presidente do Partido Social Democrata (PSD) Algarve, está «surpreendido» com a mudança da radioterapia para uma clínica em Sevilha.

O Partido Social Democrata (PSD) Algarve foi surpreendido com a notícia de que os doentes oncológicos do Algarve estão a ser enviados para Sevilha para tratamentos de radiocirurgia, o que já mereceu o repúdio da Associação Oncológica do Algarve.

A este respeito, há cerca de seis meses, foi possível, pelo clamor gerado na região e muita pressão política, travar o procedimento concursal que levaria os tratamentos de radioterapia para Espanha.

«É um retrocesso que nenhum de nós pode admitir e que não tem justificação à luz da tecnologia existente na região, como já sustentou publicamente a Associação Oncológica do Algarve. Foi isto que não nos disseram na altura. Tinham dois concursos internacionais a decorrer e não um, como se fez crer. Anularam um, mas deixaram correr o outro, sabendo que o resultado era este que hoje temos pela frente», considera Cristóvão Norte, presidente do PSD Algarve.

«Digo e repito, havendo alternativa, e há, é uma crueldade enviar doentes com cancro, frágeis, vulneráveis, a travar a mais dura e implacável batalha das suas vidas, para longe, onde nada conhecem, onde não estão com família, nem conhecem pessoal médico ou falam a sua língua. Jamais se deveria admitir num concurso desta natureza que o local de prestação do tratamento fosse outro que não a região. Por um punhado de euros estamos a fazer os doentes sofrerem».

O PSD Algarve apela a que esta decisão seja revertida e espera que os algarvios sejam tratados na região onde há todas as condições para o efeito.

«O Centro Hospitalar do Algarve (CHUA) tem que assumir as suas responsabilidades pela forma como em todo este processo mentiu e continua a mentir aos algarvios. E desfazer este absurdo sem justificação. Se não o fizer, o governo tem que o chamar à razão. Enviar doentes oncológicos para Espanha não deixou de ser crueldade em seis meses», conclui Norte.