PSD Algarve exige cumprimento do Plano de Eficiência Hídrica na região

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De forma a travar cenário de seca na região.

Os deputados do PSD eleitos pelo círculo de Faro, Luís Gomes, Rui Cristina e Ofélia Ramos, estiveram hoje, segunda-feira, dia 25 de julho, reunidos com a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) na sequência das medidas anunciadas pelo Governo que preveem um racionamento do uso da água na região, que enfrenta uma situação de seca.

Segundo os parlamentares, «ao contrário do que o Governo tem vindo a comunicar, tivemos agora conhecimento que não houve qualquer acordo com os empresários da região, nem foram tomadas medidas concretas, como por exemplo a definição de consumos mínimos. Houve, sim, uma conversa entre a Agência Portuguesa do Ambiente, a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve e a AHETA, de modo a evitar os consumos excessivos nesta época».

A posição agora tomada pelo Ministro do Ambiente e da Ação Climática «demonstra, uma vez mais, a incapacidade deste executivo de colocar em prática o Plano Regional de Eficiência Hídrica do Algarve, apresentado em 2020, mas que continua por implementar. Nos últimos dois anos deveriam ter sido concretizadas medidas, avaliadas em mais de 60 milhões de euros, que poderiam ter evitado esta situação de emergência, através da redução do consumo hídrico nos mais variados setores», aponta o PSD.

Não obstante estarem «de acordo com a necessidade premente de se tomarem medidas que promovam o acesso racional da água, garantindo a sua sustentabilidade e o futuro das gerações futuras», os parlamentares exigem «que se passe das palavras aos atos com medidas concretas que ajudem a evitar posições mais extremas, tomadas à pressa».

Os social-democratas deixam ainda uma crítica ao executivo: «a defesa do ambiente não se faz com promessas, com anúncios, nem com planos, mas sim com ações, algo que o Governo tem demonstrado ser incapaz de fazer».

Os deputados do PSD eleitos pelo Algarve pedem, por isso, «a monitorização, em tempo real, das medidas do Plano Regional de Eficiência Hídrica, permitindo o seu escrutínio público. Só assim, de forma transparente, é possível conhecer os projetos em curso bem como o evoluir da sua aplicação. O Governo deve dar a cara pelos projetos que apresenta e deve ter a coragem de permitir o acesso a qualquer cidadão que pretenda ter conhecimento do estado em que se encontre a concretização das respetivas medidas. Os planos não podem continuar fechados em gavetas, longe do olhar dos portugueses, sob pena de se tornarem em projetos que nunca são concretizados».