PSD acusa Vítor Aleixo de chumbar transmissão de reuniões de Câmara

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PSD acusa Vítor Aleixo de chumbar proposta da oposição para transmissão de reuniões da Câmara Municipal de Loulé.

«Ora, o atual presidente da autarquia assim não o entendeu e não hesitou em chumbar a proposta» apresentada pelo PSD Loulé.

«Vítor Aleixo, o mesmo que em campanha eleitoral não se cansava de repetir que estava sempre com as pessoas, afinal não parece gostar muito da transparência e de mostrar a essas mesmas pessoas as decisões que toma», acusa o PSD Loulé em nota enviada às redações.

Os vereadores eleitos pelo Partido Social Democrata na Câmara Municipal de Loulé apresentaram, em dezembro último, uma proposta para a gravação em vídeo e transmissão em direto das reuniões públicas do executivo camarário.

O principal objetivo passa por reaproximar a população à política e aos assuntos que norteiam a gestão municipal.

Para o PSD Loulé, «o autarca socialista mostra assim, uma vez mais, a notória tendência de contradição no seu percurso enquanto político. O que hoje defende, amanhã rejeita, e o que promete em público, rapidamente esquece entre portas».

«E é por isso que ficamos, afinal, por saber o que significa estar sempre com as pessoas», lê-se ainda na nota.

A Comissão Política da Secção de Loulé do Partido Social Democrata sublinha no texto da proposta que «o crescente afastamento dos cidadãos se encontra espelhado de forma preocupante nos elevados níveis de abstenção que, eleição após eleição, se têm verificado no concelho de Loulé, e que tiveram o seu expoente máximo nas eleições de dia 26 de setembro».

E, de facto, diz o PSD Loulé, «os números são reveladores: num universo de quase 62 mil inscritos, votaram apenas 24.942 pessoas, pouco mais de 40 por cento. Significa que, neste concelho, praticamente 6 em cada 10 pessoas escolheram não votar para eleger os órgãos autárquicos».

Para o PSD Loulé, «é necessário envolver os munícipes nas decisões que são tomadas e que influenciam o seu dia a dia, e a transmissão e gravação das reuniões públicas da Câmara Municipal seria seguramente uma forma eficaz de combater esta abstenção e reconciliar a população com a política, e principalmente com os políticos, mostrando como são debatidas as várias questões, como e porque são tomadas as decisões e quais as suas consequências».

«Uma prática que é, aliás, comum autarquias do país, inclusive em Lisboa, e que foi implementada há já largos anos nas sessões da Assembleia Municipal de Loulé. Até não seria de estranhar este chumbo, pois Vítor Aleixo há muito que não esconde o gosto em reprovar todas as propostas que venham da oposição, caso não estivéssemos a falar do mesmo político que, em 2007, enquanto vereador da oposição, defendeu fervorosamente esta mesma proposta, e não apenas para as reuniões públicas, mas sim para todas elas».