PCP em luta no Algarve contra o aumento dos preços de bens essenciais

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Partido Comunista Português (PCP) promove várias ações no Algarve para combater o aumento dos preços, valorizar salários e pensões.

Com o objetivo de contactar de novo com «os trabalhadores e as populações algarvias, após a realização das eleições legislativas», a Direção da Organização Regional do Algarve (DORAL) do Partido Comunista Português (PCP), irá promover entre hoje, dia 24 e sábado, dia 26 de fevereiro, várias ações de contacto nos concelhos de Albufeira, Faro, Lagos, Olhão, Lagoa, Loulé, Portimão, Silves, Vila do Bispo e Vila Real de Santo António (VRSA).

«Há vários meses que se assiste a um continuado aumento dos preços de bens e serviços essenciais. Um aumento que os trabalhadores, os reformados e as suas famílias sentem no seu dia a dia quando vão ao supermercado, quando abastecem o carro, quando chega a conta da luz ou as cartas do banco no final do mês. O custo de vida está a aumentar e o PCP não só não tem calado essa denúncia como tem apresentado soluções».

O PCP relembra que o aumento do custo de vida «não é nenhum fenómeno estranho à acumulação de fabulosos lucros por parte do grande capital, à especulação que se verificou e verifica, à destruição de parte importante do aparelho produtivo».

«Enfrentar e responder ao aumento do custo de vida exige uma outra política e outras opções», diz o PCP em nota enviada à redação do barlavento, na qual «reafirma a necessidade de medidas que promovam a regulação de preços de bens e serviços essenciais. É o caso da eletricidade, dos combustíveis, das rendas de casa, das telecomunicações ou dos serviços bancários, cujos preços não podem continuar a ser fixados em função dos milhões de euros de lucros que os grupos económicos assumiram. É também preciso desagravar impostos sobre o consumo, como o do IVA a 23 por cento sobre a eletricidade».

A questão de fundo que se coloca no imediato, contudo, «é o aumento geral dos salários. Incluindo na região do Algarve, marcada pela precariedade e pelos baixos níveis remuneratórios que empurram milhares de trabalhadores para a pobreza. Um aumento que constitui uma emergência nacional e cuja concretização, sendo mais difícil no quadro de uma maioria absoluta do Partido Socialista, não pode deixar de ser colocada».