José Gusmão questiona a Comissão Europeia sobre o fumo na Corticeira Amorim

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Eurodeputado do Bloco de Esquerda (BE) José Gusmão irá levar à Comissão Europeia o problema do fumo da Corticeira Amorim em Silves.

José Gusmão o eurodeputado do Bloco de Esquerda (BE), irá questionar a comissão Europeia sobre a Corticeira Amorim Cork Insulation (ACI), que até ao momento, «não fez os investimentos necessários para cumprir com as legislações aplicáveis, nacional e europeia, que dizem respeito ao nível da poluição atmosférica e da qualidade do ar».

Em nota enviada ao barlavento, o partido afirma que «diversos testes comprovaram que os fumos expelidos contêm uma quantidade significativa de suberina e níveis elevados de partículas em suspensão (PM10), afetam a saúde da população».

Em outubro de 2020 o BE questionou o governo português, mas o então Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes referiu-se ao fumo como «vapor de água puro», garantindo não haver motivos para preocupação.

Em dezembro de 2021, contudo, «a ACI terá iniciado o processo de isolamento acústico de algumas tubagens, já a instalação do equipamento necessário para filtrar a suberina ficou pelo caminho, alegando como impedimento para realizar o investimento, o aumento do custo da matéria prima e a consequente diminuição da receita, contudo, de acordo com os seus próprios documentos, a empresa tem gerado lucros mais do que suficientes para responder a essa necessidade».

José Gusmão afirma que «não há justificação para que os investimentos já identificados e indispensáveis ao cumprimento da lei não tenham sido realizados e recorda que a estratégia da UE de 2013 em matéria de qualidade do ar, visa alcançar o respeito pleno da legislação em vigor até 2030».

Com efeito e tendo por base as Diretivas de Qualidade do Ar Ambiente e Ruído Ambiente, de 2002, o eurodeputado do Bloco de Esquerda (BE), irá questionar a Comissão Europeia sobre que as medidas a tomar para atingir os valores limite ou valores alvo e se estará disponível para recomendar ao governo português, que a saúde e o ambiente sejam uma prioridade acima dos interesses económicos.