Bloco de Esquerda revisitou primeira pedra do Hospital Central do Algarve

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Candidatura do Bloco de Esquerda foi ver a primeira pedra do Hospital Central do Algarve no Parque das Cidades, lançada há 14 anos.

No penúltimo dia da campanha eleitoral no Algarve, a candidatura do Bloco de Esquerda (BE) levou a cabo uma ação pela defesa e melhoria do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na região.

«Muito maltratado nos tempos do governo do PSD/CDS, às ordens da troika, o SNS no Algarve não mereceu a atenção e os investimentos necessários durante os governos PS. Foram e são muitas as promessas, incluindo durante a pandemia, mas muito pouco avançou. Um dos aspetos centrais do SNS no Algarve prende-se com a construção do almejado Hospital Central do Algarve, cuja primeira pedra foi lançada pelo governo Sócrates em 2008 com conclusão do Hospital prevista para 2013».

A candidatura bloquista foi à sua procura no Parque das Cidades, entre Faro e Loulé, onde a encontrou escondida no meio do mato.

«Já passaram 14 anos do seu lançamento e nada avançou. Sabemos quem são os seus responsáveis: os governos do PS e dos PSD/CDS. Vêm agora estes partidos, mais uma vez em campanha eleitoral, dizer que a sua prioridade para a região é a construção do Hospital Central do Algarve, o que não passa de manobras propagandísticas».

O Bloco de Esquerda apresentou na Assembleia da República um Projeto de Resolução, o qual foi aprovado, propondo ao governo que iniciasse os procedimentos considerados necessários para a construção do Hospital Central do Algarve.

Esta proposta, aliás, já tinha sido incluída pelo Bloco no Orçamento de Estado (OE) para 2020.

«O que se exige é que o governo cumpra o que foi aprovado no Parlamento. Outras propostas bloquistas no campo do SNS para a região são: dotar os Hospitais de Faro e Portimão com os recursos financeiros, humanos e técnicos necessários, melhorando significativamente a assistência hospitalar e as condições de trabalho dos seus profissionais; dotar o Centro de Medicina Física e Reabilitação de São Brás de Alportel com os recursos financeiros e humanos necessários; assegurar, a todos os utentes do SNS na região, o direito a médico de família; aumentar o número de camas na rede pública de cuidados continuados e paliativos», diz o Bloco de Esquerda em nota enviada às redações.