BE exige mais investimento na investigação e residências para estudantes

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O cabeça de lista do Bloco de Esquerda (BE) José Gusmão manifestou-se a favor de um reforço da política de investigação no Algarve.

O financiamento da investigação no Algarve está muito abaixo da média nacional e é um dos muitos fatores que prejudicam a fixação de jovens qualificados na região.

O candidato do Bloco de Esquerda, ontem, em visita à Universidade do Algarve (UAlg), em Faro, chamou ainda a atenção para a importância de garantir compromissos de financiamento plurianual às Universidades e Centros de Investigação que deem previsibilidade e estabilidade aos profissionais, aos projetos de investigação e às próprias entidades.

O candidato dedicou a tarde às questões do Ensino Superior e Investigação, tendo reunido com o Reitor Paulo Águas e o vice-Reitor Saúl Neves da UAlg e com Adelino Canário, diretor do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) e vários investigadores.

José Gusmão discutiu com o Reitor os projetos de residências previstos e a sua importância no contexto de uma Universidade que tem muitos estudantes deslocados e está inserida na segunda região com rendas mais caras do país.

Na visita ao CCMAR, o candidato do Bloco de Esquerda contactou com vários investigadores que apresentaram projetos atualmente em curso em áreas como o estudo, proteção e repopulação de espécies (corais, pepinos do mar, cavalos-marinhos e outras), impactos da poluição, sobretudo dos microplásticos ou reprodução e nutrição no contexto da aquacultura.

Apesar de o CCMAR ter merecido o estatuto de Laboratório Associado, apesar da variedade de projetos e do caráter aplicado de vários deles, José Gusmão ouviu do diretor do Centro várias preocupações respeitantes ao financiamento da instituição.

O candidato do Bloco de Esquerda sublinhou a importância de uma articulação entre uma proposta para o desenvolvimento económico da região, as empresas, as autarquias e as universidades e centros de investigação.

Não é possível diversificar a atividade económica do Algarve e introduzir atividades económicas com maior valor acrescentado, se não se conseguir fixar e mobilizar a massa crítica necessária para essas transformações.

José Gusmão afirmou que investigação é investimento e um investimento fundamental em que o Algarve tem sido sistematicamente preterido.