Atrasos e supressão de comboios na Linha do Algarve preocupam PCP

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O Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português (PCP) através dos deputados João Dias e Bruno Dias, questionou o Ministro das Infraestruturas e Habitação acerca dos atrasos e supressão de comboios na Linha do Algarve, na quinta-feira, dia 23 de janeiro.

O assunto já não é novidade, sendo que em 2017 esta força política questionou a tutela três vezes ao longo do ano.

Nas várias respostas, segundo o PCP, o governo em funções, foi reconhecendo «que atrasos e supressões de comboios causam grandes constrangimentos aos utilizadores» e informava estar a promover «os maiores esforços na melhoria de qualidade do serviço prestado».

Volvidos mais de dois anos, contudo, a Linha do Algarve continua a registar um elevadíssimo número de supressão de comboios. De acordo com um levantamento promovido pelo PCP, em dezembro de 2019, em apenas três semanas, foram suprimidos 31 comboios regionais entre Faro e Vila Real de Santo António (VRSA) e entre Faro e Lagos.

Parao o PCP, «a ocorrência destas supressões de comboios não é alheia a um conjunto de problemas na Linha do Algarve» para os quais o partido «tem vindo a chamar a atenção e que carecem de resolução urgente».

«Mesmo antes da concretização da eletrificação da Linha do Algarve (cuja conclusão foi anunciada pelo governo para 2021), podem e devem ser realizadas outras intervenções visando a prestação aos utentes de um serviço de melhor qualidade, designadamente a melhoria do material circulante, garantindo a sua fiabilidade e maior comodidade para os utentes», dizem os comunistas.

Os deputados querem saber se quais os motivos, concretos, que levaram a estas supressões (avarias no material circulante, problemas na linha, falta de trabalhadores) e sobretudo que que medidas serão tomadas para evitar a ocorrência destas supressões de comboios, que, tal como o governo reconhece, causam grandes constrangimentos aos utentes da Linha do Algarve.