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Líder do CDS-PP fez um périplo pela região que terminou no Parque das Cidades, entre Loulé e Faro, com uma busca pela primeira pedra do três vezes anunciado Hospital Central do Algarve.

Já passava das três da tarde de segunda-feira, 30 de setembro, quando Assunção Cristas, acompanhada por João Rebelo, cabeça de lista do CDS-PP pelo Algarve, e alguns militantes, se aventurou no pasto seco do terreno junto ao Estádio do Algarve, no Parque das Cidades, entre Faro e Loulé, onde supostamente já deveria ter sido construído o novo Hospital Central do Algarve.

O objetivo da improvisada expedição era encontrar a primeira pedra do equipamento anunciado três vezes e agora, de novo, na agenda política das legislativas de 6 de outubro.

Assunção Cristas e João Rebelo, cabeça de lista do CDS-PP pelo Algarve, no terreno onde deveria ter sido construído o Hospital Central do Algarve prometido há 12 anos.

«Viemos aqui sinalizar uma promessa não cumprida. Achamos que é relevante fazer este hospital três vezes. E agora foi reiterada a promessa em 2019 pelo Partido Socialista que entretanto, não fez nada. Houve um modelo no passado de parceria público-privada que permitiu construir hospitais. Foi assim que se fez em Braga, Cascais, Loures e Vila Franca de Xira. E se calhar, não tivéssemos um governo à esquerda, teria sido possível neste tempo fazer também esse modelo, ou encontrar outras soluções», disse Assunção Cristas em declarações ao «barlavento».

«Sabemos que com a esquerda não podemos contar para esse caminho, o que é lamentável. É pôr a ideologia à frente das pessoas e é descartar uma solução mais barata para os contribuintes e certamente muito mais rápida», lamentou.

Questionada sobre que mensagem trouxe aos algarvios, Cristas sublinhou que «em primeiro lugar, a saúde é uma prioridade do CDS em todo o país, e no Algarve em particular, onde nós sentimos que as coisas ainda estão piores. Nós temos propostas concretas quer para fazer funcionar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), quer para garantir que não há uma saúde de primeira e outra de segunda, consoante as pessoas têm possibilidade de a pagar, ou não. E é isso que assistimos hoje no nosso país», disse Assunção Cristas ao «barlavento».

«Quem tem um seguro privado de saúde, ou quem tem acesso à ADSE, ou quem pode pagar do seu bolso, tem acesso a uma consulta de especialidade em tempo útil. Quem não tem, fica em lista de espera por meses ou anos. Temos o exemplo da ortopedia do Hospital de Faro que está com uma lista para mais de 1000 dias, isto é, mais de três anos».

Cristas considera que «é preciso encontrar soluções centradas nas pessoas», seja no SNS ou no privado às custas do Estado.

«No caso das consulta ou da cirurgia, se não é praticada no tempo útil no hospital público, as pessoas têm de ir com urgência inscrever-se no sector social ou no privado. Entendemos que a ADSE, com estudos de sustentabilidade, possa ser alargada a todas as pessoas que para ela queiram descontar. E com isso também alargar a liberdade individual e a liberdade de escolha. Esse é um ponto para nós muito importante», concluiu, condenando «todos aqueles que faltam à verdade ou usam argumentos demagógicos para fazer política».

Assunção Cristas visitou o Algarve, num dia dedicado à agricultura, água, economia azul e saúde.

A comitiva do CDS reuniu com a Associação de Regantes e Beneficiários de Silves, Lagoa e Portimão, em Silves, onde pode tomar conhecimento das dificuldades que existem devido à seca extrema na região.

O líder centrista visitou ainda uma produção de laranja e abacate, referindo que para cada região é necessária uma solução e que devem ser feitos estudos para que se consiga chegar a essa solução.

A presidente do CDS e os candidatos seguiram depois para Odiáxere, Lagos, onde visitaram a Congelagos, uma fábrica de congelados que é um exemplo sustentável de economia azul, antes de seguirem para o Parque das Cidades.