Tempo de dizer

  • Print Icon

Como dizer e o que dizer… é sempre esta incógnita com que me deparo sempre que sou confrontado com a escrita de mais uma crónica.

O tempo é o meu maior adversário, os temas as minhas dúvidas, a aceitação daquilo que dizemos – uma incógnita!

«Tão censurante é impedir de dizer, ou escrever, como obrigar a dizer, ou a escrever», alertava, um dia, com lucidez, a antevisão que a caracterizava, Natália Correia.

A missão de criar, comunicar é, na verdade, foi-o sempre, complexa e manipulável, frágil e desprotegida, conhecendo por via disso coações permanentes, mutantes. Nas ditaduras predominam as de natureza ideológica, nas democracias, as de natureza mercantil; nas primeiras censura-se pelo silêncio, pela violência, nas segundas pelo chinfrim, pela sedução. O resultado não é, como se sabe, muito diferente.

Deste modo nós, por estas paragens, vamos dizendo da melhor maneira que sabemos e com a total isenção que bem nos caracteriza.

Para nos alimentar o «ego» faltam os pareceres e comentários dos nossos ouvintes. Referir determinadas questões é sempre melindroso. O fenómeno, já com barbas a pedofilia, a violência doméstica e a escolar ou bullying, o desemprego entre muitas outras coisas deveriam ter, no «edifício político» e no poder judicial resultados mais fortes e respeitados.

É preciso ter a noção de que a independência dos juízes é largamente preferível a qualquer outra situação.

Suponhamos, por absurdo, que o aparelho judicial dependia do Governo e tinha no vértice o/a ministro/a da Justiça? Por tudo isto pensamos que a independência dos juízes deve ser preservada.
O final de mais um ano letivo é sinónimo de aumento de desemprego pela continuada incerteza que, ano após ano, os professores vivem por falta de colocação no ano letivo seguinte.

Como se isso não fosse tarefa já suficientemente ingrata, junta-se-lhe ainda o facto de nos encontrarmos no meio de uma grave crise económica, com a generalidade das empresas a reduzirem efetivos ou a não aceitarem novas contratações.

Para não ficarem sem nada para fazer, muitos recém-licenciados vão acabar por continuar a estudar em pós-graduações ou em mestrados. Uma espécie de manobra de diversão para enganar o fantasma do desemprego.

Perante a gravidade de uma situação assim, pouco mais resta do que apelar à capacidade empreendedora dos portugueses. Estou certo, conseguiremos – necessitamos é de «querer» para então, depois, vencer. A criação de riqueza é a nossa única saída.

Uma curiosidade interessante é que Portugal é o terceiro país da EU com maior taxa de representação de mulheres em funções de direção.

Um estudo sobre esta matéria refere que Portugal tem um adequado rácio de representação de trabalhadores do sexo feminino em funções de gestão. Portugal apenas é ultrapassado pela Dinamarca e Finlândia.

Afinal… não somos sempre os últimos. Saibamos acreditar em nós! E neste caso muito especial nas mulheres…

Texto: Mário de Freitas | Cidadão