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Não há matéria alguma tornada «notícia» ou «acontecimento», em que pelos palcos da nossa imprensa, em especial pelos das televisões, não passem, quase se empurrando uns aos outros, «especialistas» sobre ela explanando, seja a propósito do pastel de nata enquanto embaixador do país ou da idiossincrasia dos «casados à primeira vista».

Depois, não faltam as eleições das mais variadas «personalidades do ano» nas áreas mais variadas, com jantares de gala e de casino a condizer, ainda que, curiosamente, nunca surja entre elas um pescador, um padeiro, uma empregada de limpeza, etc., por mais que se esfolem a trabalhar no dia a dia e sem os quais não se sabe muito bem como as ditas «personalidades» sobreviveriam.

Finalmente, nos «dez de junhos», menos faltam, ainda, os «comendados» pelos mais altos serviços à pátria prestados!

Depois, não faltam as eleições das mais variadas «personalidades do ano» nas áreas mais variadas, com jantares de gala e de casino a condizer, ainda que, curiosamente, nunca surja entre elas um pescador, um padeiro, uma empregada de limpeza, etc., por mais que se esfolem a trabalhar no dia a dia e sem os quais não se sabe muito bem como as ditas «personalidades» sobreviveriam.

Ora, com tanta «massa cinzenta» florindo neste jardim à beira-mar plantado, de quem os reformados imigrantes, isentos de pagamento de impostos, tanto estão a gostar, como compreender, contudo, que as «agências de rating» continuem a classificar-nos pouco mais acima de «lixo»?

Decididamente, incompreensível, pelo que se deverá lavrar protesto por tal facto!