Carta aberta sem resposta!

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Quem mentiu à especificidade da economia algarvia? Perdia tempo se enunciasse os políticos que se escondem em elucubrações no calor das dificuldades da atividade económica do Algarve.

Há volta do Orçamento de Estado 2021, o Algarve vale nada, mas agora apareceu o fenómeno das perdas de Fátima, ora vejam, com o concelho de Ourém debaixo de vozes de solidariedade, o Partido Social Democrata (PSD) como partido e muitos diferenciados deputados, inequivocamente mais crentes no negócio milagroso de base do que com os problemas do empresariado e emprego!

No Algarve, os banhos já foram e os problemas abafados, vão trazer uma acrescida dificuldade, com a criadagem da Assembleia da República calada que nem ratos (os três mosqueteiros do PSD ainda escrevinharam um papel imperceptível).

O Instituto Nacional de Estatística (INE) tenta passar uma mensagem que os banhos do presidente tiveram repercussões, sem recorrer a números que expliquem o desastre factual das caixas registadoras, com os encargos envoltos nas imprevisíveis receitas e sob o espectro das naturais e politicamente desejadas falências.

Com os principais mercados turísticos fechados, as ruas e negócios do Algarve passam o sobressalto de um longo período de sobrevivência pela frente, naturalmente até maio de 2021, porque a Páscoa foi literalmente liquidada com as portagens, afastando a densidade espanhola e, agora, com a inventada promoção a pandemia de um estado gripal diferente e também sem a mini bolha do Natal e Ano Novo, as contas pagam-se como?

Nem as três falências do Estado, tiveram um impacto tão negativo na economia algarvia. No contexto de medo e intimidação que mata menos que os que sofrem de outras patologias, esses doentes completamente abandonados num plano concertado para a morte não associada à gripe de COVID-19, o governo esconde-se num Orçamento supostamente social, usando o dinheiro arrecadado do trabalho e seguindo regras europeias de fundos perdidos que iremos pagar a prazo.

O grande capital enterrado na apropriação mostra-se benevolente em financiar as necessidades das economias para que o que restar continuar a engordá-lo!

A pandemia tem menos custos que uma mobilização humana e material e sem o peso de uma opinião pública que condene o recurso a armas.

As guerras modernas até podem passar pelo alcance das vacinas cujos químicos as populações desconhecem e conhecendo as cumplicidades da Organização Mundial da Saúde (OMS) com as farmacêuticas, o clima de intimidação é barato e tem agentes poderosos nas estruturas dos Estados.

Criaram à nossa inteligência novos desafios de coragem e denúncia! Estamos cercados de aplicações e meios eletrónicos que visam controlar-nos e comandar decisões.

Não acreditem que é a liberdade, a fraternidade e igualdade entre os povos que está projetada, mas sim o fascismo e a exploração com novas roupagens.

Tão depressa os políticos aprenderam as novas lições que estes meios proporcionam.

Não temos uma Europa mais solidária e aberta, mas sim uma Europa esgotou o autoritarismo do eixo franco-alemão e preferiu as roupagens de Ursula von der Leyen, mais agregadora e simpática para atingir os mesmos objetivos.

A pandemia chegou em dezembro de 2019, mas os dinheiros que o capitalismo internacional tem acumulados sem proveito, só vão chegar em 2021… efetivando-se a planeada limpeza dos tecidos económicos e financeiros. O Algarve foi apanhado neste turbilhão e daí as mentiras da especificidade!