COVID-19: Vacina da AstraZeneca passa a denominar-se Vaxzevria

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Foi também incluído, na informação sobre o produto, um aviso sobre eventos de coágulos sanguíneos específicos muito raros.

A vacina da AstraZeneca contra a COVID-19 passou a denominar-se Vaxzevria, após o aval da Agência Europeia do Medicamento (EMA), anunciou ontem, terça-feira, 30 de março, o regulador, divulgando que até quinta-feira passada tinham sido administradas 10 milhões de doses deste fármaco.

A informação sobre a nova designação desta vacina – envolta em polémica por a farmacêutica ter falhado o acordado com Bruxelas sobre entregas para a União Europeia (UE) e pelo surgimento de coágulos sanguíneos em vacinados – consta de uma atualização ao produto, publicada ontem pela EMA.

Nessa atualização sobre o fármaco datada de segunda-feira, a EMA divulga que, além da mudança do nome, «foi incluído na informação sobre o produto um aviso sobre eventos de coágulos sanguíneos específicos muito raros, enquanto estão em curso mais investigações sobre uma possível relação causal com a vacina».

«As pessoas vacinadas devem procurar atenção médica imediata se ocorrerem sintomas de coagulação e/ou hemorragia do sangue», reforça o regulador no documento, insistindo que «os benefícios da Vaxzevria na prevenção da COVID-19 continuam a superar os riscos».

Nesta atualização, a EMA refere ainda que desde a aprovação da vacina na UE, em 29 de janeiro passado e até à passada quinta-feira, dia 25 de março, «mais de 10 milhões de doses de Vaxzevria foram administradas na UE e Espaço Económico Europeu», muito abaixo das 120 milhões de doses acordadas entre a farmacêutica e a Comissão Europeia para este primeiro trimestre.

Outra polémica esteve relacionada com os episódios de aparecimento de coágulos sanguíneos e da morte de pessoas inoculadas com este fármaco, que levaram a maioria dos países europeus, incluindo Portugal, a suspender por uns dias a administração desta vacina, situação ultrapassada após a garantia da EMA de que é «segura e eficaz».

Da informação do produto emitida pela EMA, consta agora a indicação de que «foi observada muito raramente uma combinação de trombose e trombocitopenia, em alguns casos acompanhada de hemorragias, após a vacinação com Vaxzevria», pelo que os profissionais de saúde «devem estar atentos aos sinais e sintomas».