COVID-19: Confinamento será «travão de reforçada emergência»

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Presidente da República defendeu que é preciso «criar um travão de reforçada emergência», com confinamento, para inverter o crescimento acelerado da COVID-19 em Portugal antes de haver vacinação generalizada.

Numa nota publicada hoje, quarta-feira, 13 de janeiro, no portal da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa anunciou a renovação do estado de emergência até 30 de janeiro, assinalando que teve o apoio de «mais de 90 por cento dos deputados» – CDS-PP e PAN juntaram-se a PS e PSD no voto a favor, BE absteve-se.

«A presente renovação e o confinamento que a acompanha pretendem criar um travão de reforçada emergência, evitando um alastramento, antes de a vacinação poder constituir um dique imunitário minimamente amplo e eficaz», afirmou.

O chefe de Estado deixou um apelo aos portugueses: «De novo, todos nós teremos de conjugar ânimos, vontades e resistências para alcançarmos o que alcançámos entre março e maio do ano passado – um suplemento de tempo e de alma num desafio de fim mais próximo, mas ainda indeterminado”.

«Há quase um ano, vencemos esse desafio. Só há mais razões, hoje, para o vencermos, uma vez mais», acrescentou, manifestando-se convicto de que Portugal poderá sair melhor do confinamento a legislar pelo Governo.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, esta declaração do estado de emergência «tem um fim muito urgente e preciso: tentar conter e inverter o crescimento acelerado da pandemia, visível, nos últimos dias, em casos, internamentos, cuidados intensivos e, ainda mais, em mortos».

«Essa contenção e inversão impõe-se e é muito urgente», reforçou o Presidente da República, que defendeu a necessidade de «tentar obter resultados palpáveis no mais curto espaço de tempo possível, não deixando que a pandemia entre, ao nível do patamar existente, em fevereiro e março», alertando que «isso significaria multiplicação do número de mortos, situação mais critica nas estruturas de saúde, maior fragilização do clima de confiança das pessoas e comunidades e um agravamento duradouro da crise económica e social».