UAlg aposta em simuladores para ensino de medicina e enfermagem

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Para a Universidade do Algarve (UAlg) os simuladores virtuais de pacientes podem ser o futuro para estudantes de medicina e enfermagem.

Uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas (FMCB) da Universidade do Algarve, da qual fazem parte Ana Marreiros, Alexandra Binnie, André Mestre e Hugo Café, acaba de lançar um artigo científico na revista científica BMC Medical Education onde se avalia o impacto de simuladores virtuais de pacientes no processo de aprendizagem dos estudantes de medicina e enfermagem, através da recolha das suas perceções.

Tendo como pano de fundo as rápidas mudanças no panorama da educação médica em todo o mundo, aceleradas pelo surgimento da COVID-19, os investigadores refletem, neste artigo, sobre o papel dos simuladores virtuais de pacientes (VPS) no processo de aprendizagem, concluindo que os estudantes que utilizaram esta ferramenta reportaram uma melhoria significativa na integração curricular e no seu processo individual de aprendizagem.

Recorde-se que os simuladores virtuais de pacientes fornecem um ambiente clínico simulado no qual os alunos podem entrevistar e examinar um paciente, solicitar testes e exames, priorizar intervenções e observar a resposta à terapia, todos com risco mínimo para si e para os seus pacientes.

Ao contrário de outras tipologias de simuladores, o VPS exige um investimento limitado em infraestrutura e pode ser usado com poucos recursos.

Desenvolvido de novembro de 2019 a julho de 2020, este estudo integrou 617 estudantes de enfermagem e medicina de 11 instituições, em 8 países (Portugal, Polónia, Marrocos, Noruega, Honduras, Geórgia, Canada e China), revelando, no global, um impacto muito positivo.

Note-se que após a sessão com o simulador de pacientes virtuais em pequenos grupos, os estudantes demonstraram melhorias significativas em 5/6 itens relacionados com o processo de aprendizagem individual e em 7/7 dos itens relacionados com a integração curricular.

Esta investigação pode, assim, no futuro, contribuir para a adaptação e modernização dos currículos dos estudantes de enfermagem e medicina, priorizando o impacto deste tipo de ferramentas no processo de ensino levado a cabo nas faculdades de medicina e enfermagem.