Loulé investiu 6,5 milhões na nova Escola D. Dinis de Quarteira

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Primeiro-ministro António Costa inaugurou investimento de 6,5 milhões em requalificação da Escola D. Dinis de Quarteira.

A comunidade escolar da cidade de Quarteira viveu esta sexta-feira, 17 de dezembro, um dia muito especial, com a presença do primeiro-ministro António Costa, que foi até à Escola EB 2,3 D. Dinis para inaugurar a obra de requalificação levada a cabo neste estabelecimento de ensino, um dos mais significativos investimentos ao nível da rede de equipamentos escolares algarvios, não só pela dimensão do projeto mas também em termos orçamentais, na ordem dos 6,5 milhões de euros.

No último dia de aulas antes das férias de Natal e do fim do 1º período letivo, muitos foram os alunos que, de forma entusiástica, receberam o governante, acompanhado pelo ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, para uma visita a este novo espaço.

António Costa ficou a conhecer os projetos educativos que aqui são desenvolvidos, tendo como foco a comunidade envolvente, com o objetivo de criar uma escola cada vez mais inclusiva.

A partir de agora, iniciativas como a leitura assistida por animais, o clube de aeromodelismo ou o acompanhamento a crianças com necessidades especiais ganharão um impulso suplementar com as novas condições que este equipamento moderno e funcional irá proporcionar, ao mesmo tempo que vai «ajudar a alterar os ambientes de aprendizagem», como sublinhou o diretor deste estabelecimento, Manuel Nora.

Numa escola com cerca de 600 alunos, marcada pela multiculturalidade, onde 31 por cento dos estudantes têm diferentes línguas maternas e onde coexistem 52 nacionalidades, é com a participação de todos, «comunidade envolvente, alunos, pais e encarregados de educação, forças vivas da terra, forças políticas, Câmara Municipal de Loulé e Junta de Freguesia de Quarteira», que é possível desenvolver aqui «um projeto educativo criado por pessoas no território».

Para o responsável da escola, essa diversidade sociolinguística e cultural constitui «uma enorme riqueza que vinca de forma indelével este projeto pedagógico».

A criação de uma identidade bilingue na Escola D. Dinis, que passa pela sinalética identificadora dos espaços apresentada em Português e Inglês, incluída durante os trabalhos de remodelação, ou pelo projeto do ensino na língua inglesa, mas também o ensino experimental das Ciências debruçado sobre a questão da transição climática e todo o desenvolvimento das literacias científicas, culturais ou tecnológicas, são alguns dos exemplos do que aqui está a ser feito.

«Toda a nossa atividade é consubstanciada na participação cidadã dos nossos alunos na vida social e educativa da escola», adiantou Manuel Nora.

É também esta a visão do Ministro Tiago Brandão Rodrigues que considera a D. Dinis como uma escola «absolutamente inclusiva, com sorrisos de quem entende verdadeiramente porque é que tem que estar aqui, onde as árvores são centrais, onde a cidadania é absolutamente fundamental» e que «não faz nada sem pensar na comunidade em que está envolvida».

A «nova» escola está agora plenamente adaptada aos novos tempos do ensino e à melhoria das aprendizagens. O edifício encontra-se na vanguarda da tecnologia, com quadros interativos, por exemplo, tendo sido feita também aqui uma forte aposta nas energias renováveis, nomeadamente ao nível da climatização das salas, com painéis solares e fotovoltaicos.

A par dos trabalhos, o Município de Loulé foi também responsável pela instalação de mobiliário, material didático e equipamento e execução dos acessos e infraestruturas de suporte ao funcionamento da escola. A obra foi cofinanciada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, no âmbito do Portugal 2020, ao abrigo do Programa Operacional CRESC Algarve 2020.

Nesta ocasião em que mais uma vez administração central e local estiveram de mãos dadas, o presidente da Câmara de Loulé sublinhou a importância da inauguração da escola: «São investimentos na educação que ficam para o futuro, para as novas gerações. Tínhamos aqui uma escola muito degradada, sem condições de trabalho para os professores e com condições medíocres também para os meninos que, para poderem ter uma educação com sucesso, precisam de ter um bom ambiente escolar. E este investimento veio criar essas condições».

Já António Costa falou dos três pilares fundamentais da política educativa do Governo e que estão também traduzidos no modelo seguido neste estabelecimento de ensino. Desde logo «a autonomia das escolas, isto é, a capacidade de cada escola se organizar, gerir, ser capaz de mobilizar os recursos e de se inserir na comunidade».

Mas também a flexibilidade curricular «que permite compreender que o conhecimento não é compartimentando», e ainda a descentralização, «a partilha com os municípios daquilo que é a contribuição pública para o funcionamento, a gestão e a condução da escola».

E neste contexto elogiou o «contributo da autarquia que foi absolutamente decisivo para que esta escola possa hoje ter condições que a antiga escola não tinha».

Esta foi a sexta vez que António Costa, no exercício das funções de primeiro-ministro, esteve no concelho de Loulé «para a inauguração de grandes investimentos públicos, num valor total de 16,5 milhões de euros», como recordou o autarca de Loulé.

As inaugurações da 1ª fase do Passeio das Dunas, do Conservatório de Música de Loulé, das instalações regionais da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil na «cidadela da segurança de Loulé» e da Base de Apoio Logístico de Quarteira, mas também a presença na aldeia dos Vermelhos, na freguesia do Ameixial, numa ação de boas práticas para a gestão da floresta e prevenção dos fogos florestais, e a sessão comemorativa do Dia da Criança, no Parque Municipal de Loulé, foram os outros momentos que marcaram a passagem do governante neste município.

Mas na véspera de arrancar o processo de vacinação contra a COVID-19 nas crianças entre os 5 e os 11 anos, deixou o apelo para que haja «uma adesão efetiva a este processo».