E se o mundo parasse? ISMAT reflete sobre vazios urbanos de Portimão

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Como é que os arquitetos poderão ajudar a sociedade em situações como as que vivemos hoje, é a questão que o Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes (ISMAT) quer pensar.

Alunos e professores do MIA/ISMAT (Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes) realizam a segunda edição do Workshop «Arquitetura Marginal [How Will We Live Together?]», que contará com a presença do Professor Massimo Angrilli, da tutora Valentina Ciuffreda e alunos do curso de Arquitetura da Università degli Studi «G. d’Annunzio» Chieti – Pescara, alunos da Faculdade de Arquitetura e Engenharia da Università degli Studi di Cagliari. Serão, também, convidados os professores Sérgio Brás Antão e Paulo Lousinha.

Na primeira edição do Workshop ARQUITECTURA MARGINAL, os participantes foram convidados a contribuir para a linha de investigação que o MIA/ISMAT tem vindo a desenvolver, tendo como cenário/laboratório a cidade de Portimão, nomeadamente a sua natureza de território ribeirinho: Arquitectura Marginal: como viveremos juntos?

Segundo a organização, «no centro deste estudo alargado encontramos a análise e proposição de formas de intervenção utópicas, mas plausíveis, sobre um complexo território urbano, simultaneamente sólido e liquido».

«O subtema que se desenvolveu na primeira edição – a cidade do acolhimento, urbanidade flutuante – transportou-nos através de uma série de experiências e desenvolvimento de protótipos para elementos edificados e espaços urbanos capazes de receber e integrar pessoas de fora. Os diversos grupos mostraram propostas para novas entidades arquitetónicas que, exclusivamente apoiadas sobre a metade liquida do lugar – o terreno fluvial – vieram revelar uma série de soluções perspéticas para uma hipotética extensão do espaço urbano atual; conceitos que respondiam a premissas complexas tais como a capacidade de manter e reforçar o ethos do lugar, simultaneamente respondendo ao pressuposto de contemporaneidade do desenho do sistema arquitetónico e à imposição ética ecológica».

Agora, o lançamento da segunda edição do Workshop decorre «durante um período, absolutamente singular e inédito, onde subitamente a sociedade tenta aprender a lidar com a realidade – e os mitos – de uma pandemia global. Um estado de coisas que formalmente levou à alteração do modelo do nosso encontro, agora necessariamente realizado na distância do confinamento imposto e que, em termos de conteúdo científico, anunciou a emergência do quesito sobre a influência (episódica ou perene?) que a nova socialização afastada tem e terá sobre o produto do ato de projetar arquitetura em todas as suas escalas, do detalhe ao território».

«Tornou-se assim evidente a necessidade de, enquanto criadores do território construído onde as pessoas vivem, nos interrogarmos sobre o papel imediato que possamos ter neste, e genericamente, em qualquer cenário de crise – papel imediato de auxílio mas também, num universo temporalmente mais lato, de reinvenção dos lugares habitados. Como é que os arquitetos poderão ajudar a sociedade em situações como as que vivemos hoje?»

«A organização do território e das cidades é um elemento estruturante para a gestão de crises epidémicas. A existência de estruturas básicas de saneamento são, hoje, um dado adquirido como fator determinante para a salubridade dos territórios e um contributo estruturante para a saúde e bem-estar das populações. A arquitetura e o urbanismo no período moderno, com a Carta de Atenas, no início do século XX, estabeleceram parâmetros de salubridade para as habitações, que hoje ainda são referência».

Quase um século depois, «com as questões de salubridade consolidadas, tornadas invisíveis pela sua normalidade, constatamos que, subitamente, sem aviso, novos alarmes soam: constatamos que o mundo não estava preparado para se fechar nas suas unidades de habitação».

SESSÕES

Quarta-feira, 13 maio
18h00 – Sessão de abertura
Conferência «Acolhimento e segurança: um paradoxo viável?» pelo arquiteto José Carvalho
Grupos de trabalho reúnem até às 22h00

Quinta-feira, 14 maio
18h00 – Conferência «Adição (+) subtração princípio I método I composição» pelo arquiteto Sergio Brás Antão

Grupos de trabalho reúnem até às 22h00

Sexta-feira, 15 maio
18h00 – Conferência «Aprestos de pesca da Afurada» pelo Arquiteto Paulo Lousinha

Grupos de trabalho reúnem até às 22h00

Segunda-feira, 18 maio
18h00 – Conferência «Azioni sul costruito. Progetti per Carbonia» pelo Arquiteto Giorgio Peghin

Grupos de trabalho reúnem entre as 18h00 e as 22h00

Terça-feira, 19 maio
Grupos de trabalho reúnem entre as 18h00 e as 22h00

Quarta-feira, 20 maio
Inserido no Programa TAKEOFFALGARVE

18h00 – Conferência – Professor Doutor Massimo Angrilli
«Green and Blue infrastructures for sustainable urbanism»

19h30 | 20h50 – Apresentações dos grupos de trabalho
20h50 | 21h30 – Debate
21h30 – Sessão de encerramento