COVID-19: Menos alunos universitários estrangeiros em 2020-2021

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A pandemia de COVID-19 afetou a mobilidade de estudantes universitários estrangeiros para Portugal, fazendo cair o número destes alunos no ano letivo transato.

A conclusão é de um estudo promovido pela Universities Portugal, iniciativa que junta 16 instituições.

De acordo com o estudo hoje divulgado, o ano letivo 2020-2021 teve 58.960 estudantes estrangeiros, menos 6.236 face a 2019-2020.

Tal deveu-se aos «impactos da pandemia, com a redução circunscrita aos estudantes em regime de mobilidade», refere em comunicado a Universities Portugal, uma iniciativa de promoção internacional das 16 instituições de ensino superior que fazem parte do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP).

Por comparação com o ano letivo 2014-2015, em 2020-2021 houve uma quebra de 32 por cento no número de alunos em mobilidade devido, uma vez mais, «aos impactos da pandemia», existindo, porém, «sinais de retoma» no atual ano escolar, assinala a mesma nota.

O estudo debruça-se sobre a representatividade dos alunos estrangeiros no ensino superior em Portugal, apresentando dados do ano letivo 2020-2021 como os mais atuais.

Segundo os dados recolhidos pelas 16 instituições, a Universidade de Évora (20 por cento), a Universidade Nova de Lisboa (19,4 por cento) e a Universidade do Algarve (19,0 por cento) foram os estabelecimentos de ensino que concentraram mais alunos estrangeiros em 2020-2021, com o Brasil (33 por cento) e Cabo Verde (10 por cento) a liderarem a lista de países de origem dos estudantes.

Em 2020-2021, a maioria dos alunos estudou em instituições públicas (78 por cento), sobretudo da Área Metropolitana de Lisboa e das regiões norte e Centro, para obter essencialmente o grau de licenciatura (43 por cento) e mestrado (27 por cento).

Ciências empresariais e direito, engenharia, ciências sociais e jornalismo, saúde e proteção social e artes e humanidades foram as áreas de estudo que agregaram mais alunos.

O CRUP integra as universidades públicas, a Universidade Católica Portuguesa (privada), o ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa e o Instituto Universitário Militar.