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A eurodeputada do Partido Social Democrata (PSD), Cláudia Monteiro de Aguiar, que integra a Comissão Parlamentar dos Transportes e Turismo, questionou, esta terça-feira, dia 24 de setembro, a Comissão Europeia sobre a mais recente insolvência da operadora turística Thomas Cook.

Na pergunta à Comissão, assinada por Cláudia Monteiro de Aguiar e subscrita pelos restantes deputados do PSD, questiona as medidas que se podem apresentar a nível europeu para reduzir os impactos nos destinos e salvaguardar o direito dos passageiros, em caso de insolvência de operadoras turísticas.

Cláudia Monteiro de Aguiar, afirma «que em primeiro lugar queria deixar uma palavra de solidariedade e manifestar a minha preocupação com as famílias, os passageiros e as centenas de funcionários afetados por esta insolvência. Do ponto de vista económico os destinos mais afetados em Portugal com a insolvência da Thomas Cook serão as regiões da Madeira e Algarve. Esta insolvência junta-se às falência da Monarch, Air Berlin, a Alitalia e Aigle Azur. Trata-se de uma situação muito grave e preocupante, com grande impacto económico nas duas regiões».

Sendo o mercado britânico, o principal mercado emissor de turistas, com uma quota de 19,6 por cento em dormidas e 16,9 por cento em receitas, haverá, com certeza, consequências negativas para as empresas portuguesas, em particular da Madeira e do Algarve, diz o PSD.

A deputada questiona ainda sobre «que ações pode a União apresentar para reforçar a defesa dos consumidores, e o que pensa fazer para proteger estes destinos de situações de falência de operadores turísticos».

A empresa de viagens Thomas Cook, com 178 anos de atividade, integra companhias aéreas, hotéis e resorts, operando para vários destinos no mundo.

Em 2018, tornou-se a segunda maior operadora turística em total de vendas do Reino Unido, com 17 por cento de quota.
Nos meses de junho, Julho e Agosto a operadora transportou 25 mil pessoas em Portugal.