Preço das casas no Algarve subiu 9,9 por cento em 2021

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Preço das casas no Algarve subiu 9,9 por cento em 2021. Com esta subida, o preço da habitação situa-se nos 2.602 euros/m2 segundo o idealista.

Os preços das casas no Algarve subiram 9,9 por cento em 2021. Segundo o índice de preços do idealista, no final do mês de dezembro de 2021, comprar casa na região tinha um custo de 2.602 euros por metro quadrado (euros/m²). Já em relação à variação trimestral, a subida foi de três por cento.

A cidade de Faro acompanha a tendência da região e regista uma subida de 9,5 por cento, custando o preço do metro quadrado 2.184 euros. A maior subida de preços da região registou-se em Olhão e Alcoutim (15,1 por cento em ambas os casos), seguidas por Silves (12,5 por cento), Portimão (12,3 por cento) e Castro Marim (10,9 por cento).

Seguem-se Lagos (10,4 por cento) e Albufeira (10 por cento).

Em Vila Real de Santo António a subida foi de 8,8 por cento e em Lagoa de 7,8 por cento. Por outro lado, os preços descem em Monchique (-2,7 por cento), sendo a única descida da região.

O município mais caro para comprar casa é Loulé (3.157 euros/m²), seguido por Lagos (2.894 euros/m²) e Lagoa (2.791 euros/m²).

Em contrapartida, os mais económicos são Monchique (1.662 euros/m²), São Brás de Alportel (1.992 euros/m²), Vila Real de Santo António (2.115 euros/m²) e Silves (2.135 euros/m²).

Em comparação com o resto do país, a habitação em Portugal registou uma subida de 8,3 por cento durante o mesmo período, situando-se em 2.325 euros/m².

Regiões de Portugal

Em 2021, os preços das casas subiram em todas as regiões. A Região Autónoma da Madeira lidera a lista apresentando uma subida na ordem dos 13,6 por cento, sendo a maior subida a nível nacional.

Seguem-se a Área Metropolitana de Lisboa (10,9 por cento), o Algarve (9,9 por cento), o Alentejo (8,3 por cento), o Centro (7,4 por cento), o Norte (5,2 por cento) e a Região Autónoma dos Açores (4,8 por cento).

A Área Metropolitana de Lisboa, com 3.346 euros/m², continua a ser a região mais cara, seguida pelo Algarve (2.602 euros/m²), Norte (1.929 euros/m²) e Região Autónoma da Madeira (1.905 euros/m²).

Do lado oposto da tabela encontram-se a Região Autónoma dos Açores (1.047 euros/m²), o Alentejo (1.109 euros/m²) e o Centro (1.187 euros/m²) que são as regiões mais baratas.

Distritos/Ilhas

Dos distritos analisados, as maiores subidas tiveram lugar em Évora (19,4 por cento), Braga (16 por cento), Setúbal (15 por cento), Ilha da Madeira (13,6 por cento), Aveiro (11,5 por cento), Lisboa (11,3 por cento), Leiria (10,4 por cento) e Beja (10,2 por cento). Seguem-se na lista Faro (9,9 por cento), Ilha do Pico (9,4 por cento), Ilha do Faial (8,4 por cento), Porto (6,1 por cento), Castelo Branco (5,9 por cento) e Santarém (5,7 por cento). As subidas menos acentuadas foram na Guarda (5,2 por cento), Vila Real (4,2 por cento), Viana do Castelo (4,2 por cento), Ilha da Terceira (4,1 por cento), Ilha de São Miguel (2,9 por cento), Ilha de Porto Santo (2,5 por cento) e Coimbra (1 por cento). Em sentido contrário, desceram em Portalegre (-5,8 por cento) e Viseu (-0,2 por cento).

De referir que o ranking dos distritos mais caros para comprar casa é liderado por Lisboa (3.725 euros/m²), seguida por Faro (2.602 euros/m²), Porto (2.271 euros/m²), Setúbal (1.944 euros/m²) e Ilha da Madeira (1.917 euros/m²). Comprar casa em Aveiro custa 1.398 euros/m², no Porto Santo 1.381 euros/m², Leiria 1.255 euros/m², Braga 1.248 euros/m² e Coimbra 1.228 euros/m².

Os preços mais económicos encontram-se em Portalegre (607 euros/m²), Guarda (661 euros/m²), Castelo Branco (736 euros/m²), Bragança (761 euros/m²), Santarém (842 euros/m²) e Beja (856 euros/m²).

Cidades capitais de distrito

Os preços das casas aumentaram em 15 capitais de distrito, com Aveiro (22,8 por cento), Setúbal (17,1 por cento) e Braga (13,2 por cento) a liderarem a lista. Seguem-se Leiria (11,9 por cento), Viana do Castelo (10,9 por cento), Faro (9,5 por cento), Funchal (8,9 por cento), Viseu (8,8 por cento), Évora (7,3 por cento), Lisboa (6,7 por cento), Santarém (6,3 por cento), Beja (4,7 por cento) e Portalegre (3,8 por cento). Já no Porto a subida foi de 2,2 por cento e em Castelo Branco de 0,8 por cento. Em Beja os preços mantiveram-se estáveis em 2021.

Por outro lado, os preços desceram em apenas em quatro capitais de distrito, sendo a maior descida em Vila Real (-5,3 por cento). Seguem-se Ponta Delgada (-4,1 por cento), Coimbra (-3,7 por cento) e Bragança (-0,5 por cento).

Lisboa continua a ser a cidade onde é mais caro comprar casa: 4.992 euros/m². Porto (3.014 euros/m²) e Faro (2.184 euros/m²) ocupam o segundo e terceiro lugares, respetivamente. Já as cidades mais económicas são Portalegre (680 euros/m²), Guarda (749 euros/m²) e Bragança (768 euros/m²).

O índice de preços imobiliários do idealista

A partir do relatório referente ao primeiro trimestre de 2019, a metodologia de elaboração deste estudo foi atualizada.

Após a incorporação do idealista/data no grupo idealista, foram introduzidas novas fórmulas de cálculo que contribuem para uma maior precisão na análise da evolução dos preços, particularmente em pequenas zonas.

Ainda assim, a amostra na Ilha das Flores (Açores) não foi contemplada no estudo, por não ter sido considerada representativa nas datas em análise.

Por recomendação da equipa estatística do idealista/data, a fórmula para encontrar o preço médio foi atualizada: além de eliminar anúncios atípicos e com preços fora do mercado, é calculado o valor mediano em vez do valor médio.

Com esta mudança, além de tornar o estudo mais próximo da realidade do mercado, a metodologia é homologada com as que se aplicam em outros países para a obtenção de dados imobiliários.

Incluí ainda a tipologia «moradias unifamiliares» e descarta todos os anúncios que se encontram na nossa base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O relatório continua a ter como base os preços de oferta publicados pelos anunciantes do idealista.