Pesca lúdica apeada, embarcada e submarina já reabriu

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A pesca lúdica, nas modalidades apeada, embarcada e submarina, pode voltar a ser praticada a partir de hoje.

«Conforme anteriormente comunicado, confirma-se que a partir das 00h00 do dia 05 de abril de 2021, volta a ser permitida a pesca lúdica nas modalidades apeada, embarcada e submarina, uma vez que esta atividade pode ser equiparada a atividade desportiva de baixo risco, devendo sempre ser seguidas as orientações específicas da Direção-Geral da Saúde (DGS)», segundo uma nota divulgada pela Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

Em 25 de março, esta entidade já tinha indicado que a abertura da pesca lúdica deveria ocorrer hoje, ressalvando que esta situação estava dependente dos critérios epidemiológicos.

O sector da pesca lúdica tem vindo a exigir a reabertura da atividade, suspensa perante o dever geral de recolhimento, e chegou mesmo a ameaçar avançar para uma manifestação caso permanecesse sem respostas do governo, assegurou recentemente à Lusa Ângelo Cardoso do Movimento pela Pesca.

David Rosa, representante das Comissões Pescadores e População da Costa Portuguesa reuniu no dia 18 de março com a Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar, constituída pelos deputados por Pedro Carmo, presidente (PS), Cristóvão Norte(PSD), Ana Passos(PS), João Dias(PCP) e João Vasconcelos(BE).

Na audição parlamentar, Rosa traçou o longo historial da luta travada pelas Comissões na última década, evocando as manifestações de de pescadores lúdicos em Sagres, Odemira, Vila Nova de Milfontes, Lisboa e Rogil (Aljezur).

Numa nota prévia da audição, foi pedido pelo representante, que a pesca lúdica tivesse a abertura imediata já no dia 5 de abril, atendendo ao momento que se vive no país.

A proposta tinha a ver com o período de defeso do Sargo no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, para o pescador lúdico apeado bem como as áreas de restrição criadas nos concelhos de Sines, Odemira, Aljezur e Vila do Bispo, visto que os sucessivos governos nunca provaram os estudos de avaliação para implementação nem os estudos de monitorização.