Pandemia no Algarve abranda com valor «que nunca tínhamos atingido»

  • Print Icon

Índice de transmissibilidade (rt) no Algarve é de 0,75, «um valor que nunca tínhamos atingido» disse hoje Paulo Morgado, presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve.

Um relativo otimismo marcou a conferência de imprensa sobre a situação epidemiológica do Algarve, que decorreu esta manhã, nas instalações do Comando Regional de Emergência e Proteção Civil do Algarve, em Loulé.

Ana Cristina Guerreiro, delegada de saúde regional falou mesmo em «espírito positivo» devido ao «decréscimo de número de casos a nível nacional e a nível regional. O decréscimo tem sido bastante evidente de maneira que estamos num bom momento».

Segundo a responsável, «o pico dos nosso casos foi no dia 26 de janeiro e a nível nacional foi no dia 29 de janeiro. No Algarve começámos a descer um bocadinho mais cedo. A nível hospitalar também pensamos que o pior dia já aconteceu e terá sido no dia 4 de fevereiro. Já começámos a aliviar um bocadinho a pressão, apesar de ser uma descida mais lenta e de ainda estarem a ocorrer bastantes casos críticos e óbitos», sublinhou.

Em relação ao que se passa na comunidade, «temos, neste momento, 561 casos relacionados com Estrutura Residencial Para Pessoas Idosas (ERPIs), fundamentalmente residentes, mas também alguns funcionários. Do total de óbitos, 82 foram de pessoas que residiam em lares de idosos».

A delegada regional de saúde do Algarve disse ainda que foi positivo o fecho dos estabelecimentos de ensino.

«Penso que o facto das escolas terem fechado na altura em que fecharam foi reduzindo progressivamente o número de surtos relacionados com escolas. No entanto, mesmo nas escolas chamadas de acolhimento, que estão a servir os filhos dos profissionais que trabalham todos os dias e que têm de assegurar serviços, continuamos a ter alguns problemas, e pontualmente, casos positivos».

Em relação aos profissionais de saúde infetados, Paulo Morgado, presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, «temos, neste momento, 27 na região. A maior parte nas unidades hospitalares e apenas um nos Centros de Saúde. Recuperados já são 201 profissionais».

Morgado confirmou também a tendência de esperança dada pela colega.

«Do ponto de vista hospitalar estamos a verificar uma diminuição de doentes internados quer na enfermaria quer na UCI. Também aí acreditamos que o pico já passou na região. Aliás, até porque o último número que temos para o rt (índice de transmissibilidade) está em 0,75, um valor que nunca tínhamos atingido», sublinhou.

«Estamos claramente numa fase de decréscimo acentuado do número de casos, que estimamos que se vá prolongar porque as medidas foram prolongadas e acreditamos que esta tendência se vá manter e que vamos assistir a uma descida importante na região, com efeitos positivos a nível da pressão dos serviços de saúde, que é o que todos desejamos», disse ainda.

Ainda segundo Ana Cristina Guerreiro, a 10 de fevereiro, «tivemos 130 casos confirmados, na altura tínhamos 195 doentes internados, dos quais 31 em Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), em que 16 estavam ventilados. O número de casos acumulados no Algarve era de 18687, 15997 já estavam recuperados, óbitos acumulados na região era de 273. Em vigilância ativa estavam 2843 cidadãos».

Ontem dia 11 de fevereiro, houve 106 casos, sete óbitos provisórios. O número de internados é de 185, em UCI 30, 12 ventilados»