Instalações da RTP de Faro classificadas de Interesse Municipal

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Proposta dos vereadores do Partido Socialista foi aprovada ontem, em reunião de câmara. Está classificado de Interesse Municipal o «Conjunto Urbano formado pelo Recinto de proteção à antena, Edifício do Centro Emissor e Edifícios Anexos» da RTP de Faro.

Foi com «grande satisfação» que os vereadores socialistas Aquiles Marreiros, Carlos Miguel Sengo Costa, Carlos Pedro Gordinho e Cristina Grilo viram aprovada, na reunião de câmara de 18 de janeiro, a classificação do «Conjunto Urbano formado pelo Recinto de proteção à antena, Edifício do Centro Emissor e Edifícios Anexos», localizado no Campo da Senhora da Saúde (junto à Avenida Calouste Gulbenkian), em Faro.

O procedimento que conduziu «a esta importante concretização para o concelho de Faro e para o Algarve, iniciou-se por proposta dos vereadores socialistas na Câmara Municipal de Faro, aprovada em 7 de outubro de 2019, tendo desde esta data, persistido no desenvolvimento e conclusão de todo o procedimento», informam em nota enviada à redação do barlavento.

«Dadas as circunstâncias, que colocavam em risco a integridade e perenidade das instalações da RTP em Faro (uma vez que se localizam num terreno sobre o qual tem recaído intenção de venda por parte da RTP), foi imperioso propor a sua especial proteção e valorização», justificam os vereadores do Partido Socialista.

Desta forma, «ficará garantido o relevante património material e imaterial associado à RTP, único na história da comunicação e informação em Portugal».

A RTP é a empresa com mais história e tradição na comunicação e informação em Portugal, tendo sido fundada em 1935 com o nome de Emissora Nacional e iniciado as primeiras emissões regulares de rádio em 1935 e as de televisão em 1957.

No sul do país, o Estado (Novo) decidiu avançar, em finais de 1947, com a instalação em Faro do Emissor Regional do Sul da Emissora Nacional (depois de Lisboa, Porto e, conjuntamente, com Coimbra), em terrenos cedidos pelo município de Faro, concretizando-se a sua instalação e entrada em funcionamento nos anos 1950, primeiro que o de Coimbra.

Consideram os vereadores do PS que «todo este edificado apresenta um valor cultural relevante para o concelho de Faro, não só pelas caraterísticas arquitetónicas que o mesmo apresenta (no que concerne ao valor dos materiais e estético e porque retratam uma época), mas, também, porque é portador de valores simbólicos, uma vez que constitui uma testemunha notável de vivências e factos históricos, que se refletem na memória coletiva dos munícipes farenses e de todos os que, de alguma forma, se relacionam com o Algarve».

A proposta pode ser lida aqui.