«Filó da Praça» é a nova iguaria do Mercado Municipal de Faro

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Mercado Municipal de Faro celebrou hoje 15 anos com a degustação do «Filó da Praça», um bolo que quer ser o novo ex-libris da cidade.

Não foi um bolo de aniversário, mas 500 unidades do novo «Filó da Praça» que serviu para cantar os parabéns ao Mercado Municipal de Faro, na manhã de hoje, terça-feira, dia 8 de fevereiro. Uma cerimónia que adoçou a boca do executivo camarário, vereação, clientes, comerciantes e transeuntes.

Sophie Matias, Adriano Guerra, Henrique Gomes e Rogério Bacalhau.

«Quisemos celebrar esta data de forma diferente. E nesse sentido, recorrendo apenas a produtos comercializados no Mercado, endógenos, de associação clara ao concelho e à região, mas atentando às novas temáticas da sustentabilidade e da redução da pegada ecológica, procurou-se encontrar a receita perfeita. No atual contexto, não nos fazia sentido um bolo que se corta em fatias e se aproxima do fim a cada fatia. Queríamos fazer diferente e a equipa teve a ideia de criarmos um outro que fizesse o contrário: a cada pastel, a cada consumo, vemos difundidos e perpetuados os valores e premissas que aqui edificam a ideia», explicou Henrique Gomes, recém-empossado presidente do concelho de administração da Ambifaro, empresa municipal responsável pela gestão daquele equipamento.

Henrique Gomes.

A ideia é que depois da efeméride, o «Filó da Praça» fique disponível durante todo o ano e seja um ex-libris quer do Mercado Municipal de Faro, quer da cidade. A receita foi concebida por Filipa Carmo, 35 anos, profissional de alta pastelaria formada na Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve (EHTA).

«Criou um produto democrático, viável do ponto de vista comercial, acessível a todas as bolsas, saudável, genuinamente algarvio e saboroso. Um produto local que não é pretensioso. A única ambição que tem é que os nossos visitantes o provem e o incluam nos seus hábitos, sem sentimentos de culpa. Porque além de biológico, este produto não tem açúcares adicionados e respeita a origem e a época dos produtos locais que o compõem: a amêndoa algarvia e a laranja dos nossos pomares. Espero que gostem e que isso vos faça voltar ao Mercado. Se não for pelos nossos operadores, que seja pela Filó», disse ainda Henrique Gomes.

Filipa Carmo criou a receita com «muito carinho».

Obras para as «dores de crescimento»

Passaram 15 anos e o espaço começa a ter notórias «dores de crescimento», ou seja, a acusar o uso e a precisar de reparações.

«Para já importa proceder à recuperação de alguns aspetos do edifício que se encontram tocados pela passagem do tempo, como a cobertura do edifício, escoamentos e, também, agarrar a oportunidade de tornar este edifício mais sustentável do ponto de vista energético», revelou o responsável. Gomes anunciou o lançamento do procedimento por consulta prévia para, nos próximos meses, corrigir os problemas.

«Queremos também rentabilizar melhor algumas valências do Mercado, tornando-as também mais modernas, intuitivas e úteis ao quotidiano das pessoas, como o parque de estacionamento, que perspectivamos como um futuro polo de mobilidade. Queremos abrir o Mercado à comunidade, criar envolvimento com os mais novos, criando conteúdos e narrativas, à volta dos temas que nos são caros e outros que possam ser úteis à cidade que concorre para ser uma das capitais europeias da cultura em 2027», acrescentou.

A cerimónia contou com a presença do autarca Rogério Bacalhau, que dirigiu palavras de apreço aos comerciantes e também de José Apolinário, ex-edil farense e atual presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve.

A animação musical esteve a cargo de duo «Amar Guitarra» de João Cuña e Pedro Mendes.