Fiesa abre no inverno e prepara mudança para Lagoa em 2016

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É a primeira vez desde a inauguração do certame, em 2003, que o Festival Internacional de Esculturas em Areia (FIESA) se mantém aberto durante o inverno. Pelo menos, até estar tudo pronto para se mudar de armas e bagagens para o vizinho município de Lagoa, já em 2016.

«Sim, posso adiantar que está prevista esta alteração na localização para Lagoa, embora ainda não a estejamos a comunicar oficialmente. Há essa intenção. Não é um processo fácil. Envolve várias questões logísticas, legais e burocráticas que levam o seu tempo. Seria prematuro estar a avançar com mais pormenores, numa altura em que ainda não temos tudo garantido», confirmou Filipe Martins, assistente de produção do evento.

Contudo, o «barlavento» sabe que uma das possibilidades em estudo para acolher o FIESA em 2016 é um terreno, lateral à EN125, frente à Nobel International School Algarve, onde aliás já foi vista uma equipa técnica a fazer medições e o reconhecimento do potencial para o local receber a infraestrutura. Segundo fontes informadas, este terreno é grande o suficiente para acolher, não apenas as obras em areia e os equipamentos de suporte, mas também tem bastante espaço para estacionamento.

Apesar de não desmentir, nem confirmar, Filipe Martins admite que o modelo do próprio evento será revisto. «Vai ser um espaço cuja componente principal mantém a mostra das esculturas em areia, mas também é nosso objetivo englobar outro tipo de artes». O tema do FIESA para 2016 está escolhido mas, para já, também é segredo. «Isto não tem a ver com a mudança na localização. A verdade é que não é costume revelarmos tão cedo», explicou, avançando que «será certamente grandioso».

Questionado sobre o interesse de outros concelhos em receber o festival, como o de Albufeira, Filipe Martins classifica a questão como «assuntos internos».

Ainda sobre o funcionamento do FIESA durante o inverno algarvio, «a intenção é mantê-lo aberto até ao início do novo projeto, o máximo de tempo possível. Isso dependerá muito das condições climatéricas, não queremos avançar com uma data específica para o encerramento», diz.

Não está previsto um bilhete especial de época baixa. «A única alteração é mesmo o horário, vamos encerrar às 18 horas. Durante o inverno é impossível ligar as luzes, devido ao sistema elétrico estar enterrado na areia. Há uma proteção de segurança que não nos deixa ter a iluminação ligada se o solo estiver húmido», explica.

A organização esperava este ano contabilizar um grande número de visitantes. «A afluência de público têm-se mantido estável, o que é bom. Notámos um pequeno crescimento. Ainda não contabilizamos o número exato, mas foram cerca de 130 mil visitantes», alguns deles já fiéis ao evento de edição para edição.

O 13º FIESA é dedicado ao tema «Música» e junta 40 mil toneladas de areia esculpidas em cerca de cem cenas diferentes numa área de 15 mil metros quadrados. Agora mais vulneráveis às intempéries e à erosão, as esculturas serão reparadas e mantidas por um escultor de areia, antes da demolição definitiva de todo o espólio, como é tradição.

Fotografias: © FIESA