Farense sai goleado dos Açores e carimba descida à Segunda Liga

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Leões de Faro tiveram muito pouca garra para contrariar a alta rotação de um Santa Clara lançado na luta pela Europa. 34 jogos depois da subida à Primeira Liga, o Farense regressa ao segundo escalão do futebol nacional.

Jorge Costa apostou em Madi Queta para assumir o ataque à baliza açoriana, juntamente com Pedro Henrique e Licá, secundados por Ryan Gauld. Na defesa, destaque para a titularidade de Cláudio Falcão ao lado de Eduardo Mancha.

Apesar do Santa Clara ter mais bola nos instantes iniciais da partida, foi o Farense a ter o primeiro grande momento de perigo. Fabrício Isidoro, aos 22 minutos, atirou à trave da baliza defendida por Marco Pereira.

Mas os insulares pegaram novamente no jogo e acabaram por chegar ao golo. Rafael Ramos ganhou a linha de fundo e cruzou para o coração da área, onde Cryzan confirmou o tento.

Dos outros campos vinham boas notícias, uma vez que Boavista e Rio Ave estavam a dar uma ajuda, perdendo os seus jogos, mas o Farense não estava a fazer a sua parte.

E a concentração algarvia, na primeira parte, não estava famosa. Ao minuto 42, Tomás Tavares teve uma abordagem displicente e ia oferecendo de bandeja um golo ao Santa Clara. Ao contrário do colega, Beto estava atento e conseguiu, de forma sublime, evitar males maiores.

O prenúncio concretizou-se mesmo em cima do minuto 45, com o 2-0 açoriano. Allano lançou Morita, o japonês fez gato sapato de Eduardo Mancha, abriu um buraco na defensiva algarvia e, na cara de Beto, só teve de escolher o lado da baliza onde queria colocar o esférico, complicando muito a tarefa algarvia para a segunda metade.

No regresso dos balneários, voltou a pertencer ao Farense, e a Fabrício Isidoro, a primeira oportunidade. O médio dos algarvios disparou um belo remate e a bola passou muito perto da baliza insular.

Mas, mais uma vez, foi o Santa Clara a marcar, ao minuto 59. Tomás Tavares estendeu a passadeira do seu flanco a Allano, que agradeceu a gentileza e carimbou o terceiro golo da turma de São Miguel.

O descalabro algarvio adensou-se volvidos quatro minutos, quando Cryzan isolou Carlos Júnior que, na cara de Beto, fuzilou o keeper dos Leões de Faro.

Com tamanha diferença no resultado, as equipas limitaram-se a cumprir o restante tempo de jogo num ritmo mais lento e monótono.

Este resultado, 4-0, confirmou o regresso do Farense à Segunda Liga, ditando uma passagem breve, de apenas uma época, pelo escalão maior do futebol português. Alguns erros de arbitragem prejudicaram, ao longo da temporada, a turma algarvia, mas mais que apontar os dedos ao exterior, é tempo de fazer uma introspeção e um levantamento do que correu mal na preparação da época numa competição tão exigente.