Empresas «Rent a Car» no Algarve sem COVID e com «crise estrondosa»

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Maioria dos empresários do setor só prevê retoma a níveis pré-pandemia para 2022 ou até mesmo mais tarde.

A Associação das Empresas de Rent a Car do Algarve (ARA) levou a cabo uma ação para saber, junto dos seus associados, de que forma a pandemia estava a afectar a atividade neste recomeço após o confinamento.

Assim, após análise da informação recolhida, «constatou-se com agrado que nenhuma das empresas que respondeu, indicou ter recebido informação de casos positivos de COVID-19 em clientes».

Salienta-se ainda que «as medidas de proteção sugeridas pela ARA às empresas associadas, bem como a formação levada a cabo em Clean & Safe, levaram a que não tivessem havido até ao momento quaisquer contágios em contexto laboral».

No entanto, nem tudo são boas notícias. Segundo a ARA, «a crise assola o setor de forma estrondosa, com 66 por cento das respostas a reportarem quebras de faturação no 1º semestre entre 65 e 85 por cento». A isto, alia-se também o facto de «91,7 por cento das empresas que responderam reportarem uma diminuição da dimensão da frota na maioria entre -15 e -20 por cento».

No que diz respeito ao lay-off, 91,7 por cento das empresas responderam ter aderido, sendo que perto de 60 por cento aderiram à modalidade total.

As conclusões permitem assumir, segundo a ARA, que «as previsões dos empresários não são animadoras, sendo eventualmente até bem realistas. 67 por cento apontam a retoma da atividade para níveis pré-pandemia somente para 2022 ou depois».

Para fazer face aos impactos da pandemia no setor, os empresários continuam a solicitar «o prolongamento de medidas como o lay-off simplificado, que vigorou entre abril e julho, a isenção de TSU e a suspensão de IUC’s».

A concluir, a ARA pede ainda «às entidades competentes que se esforcem por mostrar a segurança sanitária do Algarve, de forma a recuperar a confiança internacional, pois disto depende em grande parte a retoma do Turismo no seu todo e da região algarvia em particular. Deve ser feita uma maior e melhor pressão internacional para abertura de corredores aéreos».