Empresários por Quarteira lançam apelo ao governo

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Associação de Empresários Por Quarteira sugere «soluções necessárias» para preservar o sector do turismo na região.

A Associação de Empresários Por Quarteira (AEPQ) anunciou que vai solicitar ao governo, de forma formal, a criação de uma estratégia intergovernamental para um corredor aéreo permanente com o Reino Unido.

O coletivo pede ainda a disponibilização tendencialmente gratuita de testes PCR rápidos (4 horas) nos aeroportos portugueses e a aplicação do mesmo modelo a outros mercados emissores de turistas para o Algarve.

«A situação que o Algarve atravessa é gritante. Durante várias décadas foram criadas condições para os britânicos passarem férias em Portugal e cá estabelecerem negócios. Muitos deles constituíram cá família e pode dizer-se que existe uma aproximação cultural entre os algarvios e os cidadãos do Reino Unido. A recente imposição de quarentena aos britânicos vindos de Portugal fez com que as reservas de alojamento caíssem a pique, bem como a factoração de todos os estabelecimentos relacionados com o turismo, designadamente os da restauração», diz a associação em comunicado enviado à redação do barlavento.

«O Algarve será a região mais afetada com a falta dos turistas britânicos, uma vez que há várias décadas que os governos de Portugal basearam o desenvolvimento da região num modelo de exportação de serviços turísticos. 2020 foi um ano com fatorações paupérrimas e se não se resolver este problema, em dois anos, milhares de empresas algarvias vão morrer. Não são só os empresários que estão em risco. São todos os postos de trabalho associados. Se não houver uma estratégia entre os governos dos dois países, o Algarve não vai aguentar. Precisamos de um protocolo de viagem segura» de ambos os lados.

Assim, a Associação de Empresários Por Quarteira (AEPQ) e Associação Nacional de Restauração (PRO.VAR) propõem a «criação de um corredor aéreo seguro entre Portugal e o Reino Unido baseado num certificado de vacina (PT-UK) ou e testes PCR negativos antes dos embarques».

«Se a vacinação está em curso nos dois países e o processo tem corrido bem, já a situação dos testes não. A obtenção do resultado do teste é lenta e os testes são caríssimos. A disponibilização de testes PCR rápidos, a custo tendencialmente gratuito resolve quase todo o problema. Em Espanha há clínicas que entregam resultados em quatro horas, mas os testes custam 150 Euros. A despesa com os testes é um absurdo e o Estado tem capacidade suficiente para fornecer este material a preço de custo às suas estruturas nos aeroportos nacionais. Este modelo de corredor seguro pode e deve ser usado para os outros países emissores de turistas», entende aquele coletivo.

«Com a vacinação e os testes a questão da saúde está identificada e controlada. Agora é necessário resolver as consequências económicas que a pandemia trouxe. Apelamos ao governo de Portugal e a todos os deputados da Assembleia da República para contribuírem para a criação de corredores seguros para os nossos turistas. O Algarve contribui de forma brutal para o PIB do país. Nesta altura precisa que exista um retorno desse esforço anual em ações concretas dos nossos dirigentes», conclui o comunicado dos empresários por Quarteira.