Eliseu Correia e convidados servem talk show «Chá das Seis»

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Eliseu Correia e convidados estreiam o talk show quinzenal «Chá das Seis» nas redes sociais já esta quinta-feira, dia 8 de abril.

A Eliseu Correia juntam-se Rui Virgínia, produtor de vinho e proprietário da Quinta do Barranco Longo (Silves), o conhecido empresário Paulo Bernardo administrador da Wifi4Medi, e Manuel Manero, CEO da InTouchBiz, empreendedor há mais de 20 anos, e apaixonado por marketing digital e comunicação.

«Já há algum tempo que tinha a ideia de criar um espaço de comunicação, que seja diferente pelo facto de não ter filtro. Não tem nenhuma limitação naquilo que se diz, nem como se diz. Não quer dizer que isto se vá tornar uma fábrica de lavar roupa suja, porque não é isso que se pretende», explica Eliseu Correia ao barlavento.

«É simplesmente um espaço quinzenal em que nós quatro vamos abordar as injustiças cometidas à nossa região, sempre em sintonia com a atualidade e com aquilo que vai acontecendo no dia a dia».

«Por exemplo, é uma injustiça aquilo que fizeram ao Elidérico Viegas. Uma das coisas que vamos falar no primeiro programa é exatamente sobre isso. Na minha opinião, acho que a imprensa, de forma generalizada, chacinou-o. Acho que deveria ter havido uma maior solidariedade e estou a dizer isto, porque é público as minhas divergências de opinião com ele. Não estou aqui a defender um amigo, estou a dizer aquilo que é verdade».

«Se lermos a entrevista que deu, não há uma única inverdade. Mas falou numa coisa que é incómoda e que é a forma como as entidade públicas conseguem ganhar alguns prémios. Fico espantado com a celeuma que isto deu, porque uma pessoa que está acima de qualquer dúvida em termos da sua capacidade e profissionalismo chamada André Jordan, já tinha dado uma entrevista há uns tempos atrás a dizer a mesma coisa. Isto é falado, isto é sabido».

Esse discurso livre, «são quatro independentes totais. O primeiro nome para o programa era Os desalinhados. Mas passou para o Chá das seis e foi o Manero que teve essa ideia, de dar chá, tem várias leituras. Este chá é um pouco chá de veneno. A ideia é falar sobre o Algarve, aquilo que se fez de mal, de errado ou de prejudicial à nossa região e também dar espaço ao bem. Ou seja, a todos aqueles que se destacam pela positiva e que se calhar não têm a visibilidade que deveriam ter», descreve.

Um exemplo do bem? «A Refood Algarve. Se bem que é uma ideia que veio de fora, foi um conjunto de algarvios que tornaram este projeto em algo extremamente dinâmico! Eu trabalho com a Refood Faro que tem essa essência do bem que se faz na região, tal como o MAPS. Estou a falar de instituições, mas quando um algarvio ganhar um prémio, por exemplo, as olimpíadas da matemática, essas pessoas têm perfil para serem convidadas do programa».

Na verdade, todos os programas têm um convidado. E mais. Os quatro dinamizadores do «Chá das 6», têm direito a um minuto de free speech de crítica.

«O meu apontamento tem por título Atira-te ao mar e diz que te emperrarem», como o célebre refrão da banda de rock algarvia Íris.

Para já, enquanto se mantiver o estado de Emergência, «e para não correr riscos, vamos fazer o programa separados uns dos outros, da qual em sua casa, em formato streaming. Mas a nossa vontade é, assim que possível, reunir a equipa num estúdio para tornar isto muito mais interativo».

«Aliás, a ideia é que isto possa ter impacto e evoluir para um formato ao vivo com público, num espaço, aberto à participação das pessoas. Uma nova tertúlia», revela.

«Muitos dos projetos que tenho iniciado é sempre numa lógica de contágio solidário positivo».

O formato será cerca de 60 minutos e será transmitido nas redes sociais. Terá periodicidade quinzenal, sempre às quintas-feiras. Em breve será lançada a página de facebook do programa. O barlavento também se associa à iniciativa aqui.