EasyJet prevê «verão forte» com níveis próximos a 2019

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EasyJet indicou hoje que a flexibilização das regras para viagens internacionais no Reino Unido «fez disparar» as reservas de voos.

Assim, a companhia aérea britânica prevê um «verão forte» em destinos de praia e lazer, com níveis próximos do pré-pandemia.

Num comunicado divulgado hoje, quinta-feira, dia 27 de janeiro, a companhia low cost (de baixo custo) admitiu que a variante Ómicron do coronavírus penalizou a procura de passageiros no mês passado mas, ao mesmo tempo, reportou ter sentido um impulso no processamento de reservas na sequência do fim da exigência, no Reino Unido, de testes à COVID-19 para os vacinados.

No balanço que hoje fez do primeiro trimestre do ano fiscal (entre outubro e dezembro, no caso da easyJet), a empresa informou que a taxa de ocupação dos aviões caiu para 67 por cento em dezembro, face aos 80 por cento registados em outubro e novembro de 2021.

Apesar do impacto da Ómicron, a empresa conseguiu reduzir para metade as perdas brutas no trimestre, para 213 milhões de libras (255 milhões de euros), o que compara com 423 milhões de libras (507 milhões de euros) no mesmo período do ano anterior.

Desde que, a 5 de janeiro passado, o executivo do Reino Unido anunciou o fim, a partir de 11 de fevereiro, da necessidade de realização de testes à COVID-19 antes de viajar para o país para quem tenha o esquema vacinal completo, a easyJet diz ter notado uma «alteração significativa» nas reservas feitas pelos viajantes.

Embora preveja que a nova variante continue a impactar o seu desempenho no «curto prazo», a companhia aérea antecipa que, entre julho e setembro, o seu programa de voos passará dos apenas 50 por cento registados em janeiro, face a 2019, para níveis «quase próximos» ao período pré-pandemia.

Segundo o presidente executivo (CEO) da easyjet, Johan Lundgren, a empresa prevê um aumento de 14 por cento na sua capacidade nas rotas entre o Reino Unido e destinos de praia, o que tornará esta operação «a maior» dos seus 26 anos de história. O gestor realçou ainda que o Reino Unido está «a liderar em reservas, à frente da Europa, pela primeira vez desde a primavera de 2020» e que são «os tradicionais destinos de praia e lazer que estão a recuperar mais rapidamente».

«A easyJet registou uma melhoria homóloga significativa no primeiro trimestre, apesar do impacto, no curto prazo, da variante Ómicron em dezembro», referiu, acrescentando: «Prevemos um verão forte pela frente, com uma procura acumulada que fará a easyJet regressar a níveis de capacidade próximos dos de 2019 (pré-pandemia), com um desempenho particularmente bom nas rotas de praia e lazer».