COVID-19: Presidente desaconselha desconfinamento antes da Páscoa

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Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, desaconselhou ontem, quinta-feira, dia 25 de fevereiro, um desconfinamento antes da Páscoa, por «uma questão de prudência e de segurança», argumentando que esse período é «arriscado para mensagens confusas ou contraditórias».

Numa declaração ao país, a partir do Palácio de Belém, em Lisboa, após ter decretado a renovação do estado de emergência até 16 de março, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que é preciso «ganhar até à Páscoa o verão e o outono deste ano».

«Por outras palavras, a Páscoa é um tempo arriscado para mensagens confusas ou contraditórias, como, por exemplo, a de abrir sem critério antes da Páscoa, para nela fechar logo a seguir, para voltar a abrir depois dela. Quem é que levaria a sério o rigor pascal? É, pois, uma questão de prudência e de segurança manter a Páscoa como marco essencial para a estratégia em curso», acrescentou.

Antes, o chefe de Estado apontou como desafio ao Governo, a quem compete agravar ou aligeirar as medidas de contenção da COVID-19, «basear-se na consciência de quem decide, e não na preocupação de seguir a opinião de cada instante», que «ora quer fechar por medo, ora quer abrir por cansaço».

«Decidir em consciência é fundar-se em critérios objetivos e claros, como são os indicadores da gravidade da pandemia, da pressão nas estruturas de saúde, da vacinação, da testagem, do rastreio e deve ter presentes os sinais certos a dar aos portugueses», sustentou.

Marcelo Rebelo de Sousa considerou que este é um momento em que tem de haver «a solidariedade institucional e a solidariedade estratégica entre o Presidente da República, a Assembleia da República e o Governo» e assegurou que «assim continuará a ser».

«Sendo certo que o Presidente da República é, pela natureza das coisas, o principal responsável», reiterou.