COVID-19: Escolas fecham por 15 dias e sem ensino à distância

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O primeiro-ministro, António Costa, anunciou hoje o encerramento das escolas de todos os níveis de ensino durante 15 dias para tentar travar os contágios pelo novo Coronavírus.

O primeiro-ministro António Costa anunciou o fecho das escolas por 15 dias, e sem ensino à distância. A solução do governo é a de criar uma interrupção letiva nas próximas duas semanas que «será compensada no calendário escolar».

«Em vez de haver simplesmente uma atividade letiva presencial nesta quinzena, há mesmo uma interrupção que será compensada no calendário escolar», disse o primeiro-ministro, durante a conferência de imprensa em que foram anunciadas mais mediadas para combater a pandemia.

O encerramento das escolas entra em vigor já esta sexta-feira.

A decisão surge após uma reunião do Conselho de Ministros e justifica-se por um «princípio de precaução» por causa do aumento do número de casos da variante mais contagiosa do SARS-CoV-2, que cresceram de cerca de 8 por cento de prevalência na semana passada para cerca de 20 por cento na atualidade.

As famílias com crianças menores de 12 anos terão direito a um apoio «idêntico ao que foi dado», durante o primeiro confinamento, em março de 2020.

Os pais «terão faltas justificadas ao trabalho, se não estiverem em teletrabalho, e um apoio idêntico ao que foi dado na primeira fase do confinamento», que corresponde a 66 por cento da remuneração, adiantou o primeiro-ministro.

Costa anunciou ainda que as creches e ateliers de tempos livres também serão encerradas.

Quanto às universidades, «no âmbito da autonomia universitária, devem adotar as devidas medidas, tendo em conta que alguns dos estabelecimentos estão neste momento em avaliações e poderão ter que reajustar esse calendário de avaliações», declarou.

Costa avançou também que a partir de amanhã serão encerradas as lojas do cidadão, e suspendeu os prazos judiciais de todos os processos não urgentes.