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A Comissão de Utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) realiza hoje, às 18 horas, mais uma concentração junto ao Hospital de Portimão.

«O ataque ao Serviço Nacional de Saúde continua. Após um período em que os utentes sentiram alguma (pouca) melhoria nos cuidados de saúde hospitalares em Portimão, nomeadamente entre 2015 e 2019, eis que a pandemia COVID-19 e as opções dos posteriores governos vieram marcar novo retrocesso. Aproveitando a pandemia, foram feitas alterações no Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA) que, após esta, não foram revertidas e prejudicaram milhares de atendimentos, consultas, exames e cirurgias», justifica a Comissão de Utentes do SNS em Portimão, em nota enviada ao barlavento.

«Os utentes sentem que os serviços não funcionam corretamente. Não pela falta de vontade dos profissionais de saúde e administrativos, mas por uma falta de orientação superior que impede o normal funcionamento dos serviços. Os utentes sentem que há realmente falta de investimento na saúde pública, nomeadamente no SNS. Os utentes são facilmente conduzidos a consultas, exames, tratamentos e cirurgias em serviços de saúde privados que posteriormente serão inflacionadamente pagos pelo SNS».

E «quando é necessária uma ação mais especializada, como uma urgência de ortopedia ou uma cirurgia de oftalmologia, os utentes sofrem da falta de médicos, falta de equipamento, indisponibilidades diversas o que só demonstra que há realmente um desinvestimento no SNS, em detrimento do negócio da doença, ou seja de serviços privados».

«O caso da maternidade, da pediatria, da ginecologia e da obstetrícia no Hospital de Portimão é revelador. Esta Comissão já fez vigílias/ concentrações à porta deste Hospital em defesa da Maternidade. Lembramos que este Hospital quando foi construído, na altura Hospital do Barlavento Algarvio, granjeava pela fama e prémios que recebeu por ser um Hospital amigo do bebés e pelas condições que tinha nestas valências. Hoje fecham-se as urgências de ginecologia e obstetrícia. Há um retrocesso nos serviços de saúde prestados no Hospital de Portimão, hospital integrado no SNS. Os utentes não são a favor deste retrocesso, e lutarão para que tal não aconteça».

Assim, a Comissão de Utentes «apela a todos a participação na concentração contra o encerramento das urgências de ginecologia e obstetrícia, pela valorização das carreiras e das profissões. Exigir mais médicos e mais enfermeiros. Exigir mais consultas, mais exames, mais cirurgias».