Centro Cultural de Lagos vai ter serviço educativo e novo auditório

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Centro Cultural de Lagos celebra 30º aniversário com novidades segundo a vereadora Sara Coelho da Câmara Municipal de Lagos.

As primeiras atividades do novo serviço educativo do Centro Cultural de Lagos (CCL) estão agendadas para coincidir com o início do próximo ano letivo.

«Irá beneficiar as camadas mais jovens e toda a população. A ideia é que possa permitir o contacto com artistas e a experimentação de diversas formas de arte. Teremos workshops, palestras e conversas com os artistas depois de um concerto ou ao longo de uma exposição, para que possam explicar, por exemplo, como é esculpir, fazer cerâmica, ser ator ou músico», explicita Sara Coelho, vereadora com o pelouro da cultura da Câmara Municipal de Lagos, ao barlavento.

Este novo serviço «irá continuar a desenvolver a nossa aposta na formação de públicos. Temos de estimular as pessoas, não apenas a assistir, mas também a produzir cultura».

Ao longo de três décadas ao serviço da cidade e da região, o CCL tem vindo a ser alvo de várias intervenções. O último grande trabalho de manutenção decorreu em 2017. No final deste ano, «vamos fazer uma requalificação do espaço e avançar com uma lavagem de cara. Queremos aumentar a qualidade e torná-lo ainda mais moderno, adequando o auditório às tecnologias utilizadas hoje em dia na realização de espetáculos. Não que o equipamento que temos seja obsoleto, mas temos de acompanhar a constante evolução e as exigências técnicas», adianta.

E mais. «Está em cima da mesa ampliar o CCL, criando um outro polo com um auditório maior. Esta é uma aposta que ainda demorará alguns anos a desenvolver, mas será um novo espaço que terá outras atividades e programação, uma vez que a dimensão irá permitir acolher espetáculos que requerem um maior número de pessoas em palco».
Questionada sobre prazos, Sara Coelho responde que todo o projeto deverá estar concluído «ainda durante este mandato autárquico. Para a obra, não consigo assegurar datas, mas estamos a estudar a opção de avançar».

Já sobre a possível localização do mesmo, a também responsável pelos pelouros do património cultural, turismo e juventude, não levanta o véu por considerar prematuro. «Há ideias, mas ainda não temos um local definitivo».

Sara Coelho.
Cultura impulsiona turismo

Sara Coelho residia na cidade antes de exercer funções no executivo municipal e por isso consegue ter uma perspectiva histórica da importância do CCL. Tem sido, diz, ao longo destes 30 anos, «por si só, um impulsionador da qualidade artística que é produzida pelas várias associações e artistas locais» e, por outro lado, «um polo dinamizador do turismo. Há quem procure nas suas viagens usufruir da cultura local e ter experiências. Se não tivéssemos o CCL, seríamos penalizados neste aspeto. Não tenho qualquer dúvida de que tem potenciado e levado a que mais pessoas queiram visitar o nosso concelho, porque é mais um contributo daquilo que temos para oferecer. Penso que é estratégico e fundamental para atrair pessoas, quer venham de visita ou fiquem de forma permanente».

Efeméride celebrada todo o ano

Decorria o início dos anos 1980 quando se começou a discutir a necessidade do município de Lagos ter um equipamento cultural, que potenciasse qualquer forma de arte e que permitisse acolher espetáculos, concertos e exposições. «Um local com um auditório e um espaço expositivo dignos do Algarve e de todo o país. Essa foi a necessidade primordial, pois nada existia com estes moldes», recorda a vereadora Sara Coelho. Anos mais tarde, a 24 de outubro de 1992, era, por fim, inaugurado o CCL, na Rua Lançarote de Freitas, em pleno centro histórico, com um concerto da Sociedade Filarmónica Lacobrigense 1º de Maio. Hoje em dia, conta com quatro espaços para exposições temporárias, duas salas de animação e um auditório com capacidade para quase 300 pessoas. É, nas palavras da vereadora, «um local de excelência para usufruto da comunidade, dos visitantes e das associações locais». Por isso, em ano de celebração, o CCL apresenta uma programação diversificada. Um ponto alto acontece já na sexta-feira, dia 4 de março. A banda Capitão Fausto apresenta-se em concerto com a tour «Com Licença». Para abril estão agendados concertos de Cláudia Pascoal [dia 1] e Tiago Bettencourt [dia 9] e o espetáculo de comédia de Bruno Nogueira [dia 16].
Para comemorar a Revolução dos Cravos, a escolha é Afonso Dias com o recital «Pela Santa Liberdade». No mês seguinte, a Banda do Exército chega no dia 14, numa vertente com música mais clássica. A Orquestra Clássica do Sul atua no dia 4 de junho e segue-se Ana Bacalhau [dia 9] e João Gil [dia 10], no âmbito de numa iniciativa intitulada «Os Eternos, os Consagrados e os que acabaram de chegar». Para julho e agosto a aposta será em espetáculos no pátio do CCL, que ainda estão sujeitos a confirmação de detalhes devido às circunstâncias pandémicas.
E em setembro regressa o «Lagos Night´s Out – Noites no Cais», promovido pelo CCL, para a sua terceira edição, a realizar-se na zona do cais antigo, perto da Praça do Infante , com concertos de Tiago Nacarato [dia 2], Pedro Burmester [dia 3] e o Grupo de Fado D´Anto [dia 4].
Por fim, em outubro, a Orquestra de Jazz do Algarve, «pela sua qualidade e pela sua importância a nível regional e nacional», justifica Sara Coelho, dará os parabéns ao CCL [dia 24] com um grande concerto comemorativo.

Programação não esquece comunidade estrangeira

Lagos tem uma grande comunidade de residentes estrangeiros, muitos dos quais artistas com trabalho reconhecido pelo município. É nesse sentido que Sara Coelho, vereadora da Câmara Municipal de Lagos com o pelouro da cultura, garante ao barlavento que a programação anual do Centro Cultural de Lagos é pensada para ser atrativa também para quem escolheu este concelho algarvio para viver e trabalhar. «Temos também de satisfazer estas camadas da nossa população residente. Por isso, tentamos ter a oferta o mais abrangente possível, de forma a que todos possam usufruir daquele espaço e com isso, construir-se a si próprios e abrir novos mundos e visões. Temos uma oferta que envolve instituições, associações, artistas locais e outros mais conhecidos no panorama nacional e até internacional. No fundo, temos de tudo um pouco e isso tem de continuar a ser realçado como estratégia», conclui.