Ângela Quadros sai da Coligação «Portimão Mais Feliz»

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Em carta dirigida à presidente da Assembleia Municipal de Portimão, Ângela Quadros pede para sair do grupo municipal por «perda de confiança política» na Coligação «Portimão Mais Feliz» encabeçada por Luís Carito.

Ângela Venâncio Quadros, eleita pela Coligação «Portimão Mais Feliz» para exercer o mandato como independente, apresentou um pedido de saída do Grupo Municipal, que será discutido já na próxima sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Portimão, agendada para dia 12 de novembro.

«A minha candidatura à Assembleia Municipal de Portimão, como independente, foi inequívoca. Fui candidata ao órgão onde sei que posso lutar pelos princípios que acredito. Não defender interesses de nenhum partido político, dá-me a firme convicção de que os eleitores que me legitimaram ao cargo esperam que venha a representar essa mudança. Os desafios são vários e muitos diversificados em muitas vezes não serão certamente fáceis», explica ao barlavento.

No entanto, após as eleições autárquicas, a deputada diz ter assistido na Coligação «Portimão Mais Feliz» da qual fez parte, encabeçando a lista para a Assembleia Municipal de Portimão, «a jogos de bastidores com os quais não me identifico». Aliás, «o cidadão está farto desta velha política, em que nada dignifica a mesma. Sempre a considerei como má política».

A decisão prende-se com o que aconteceu na primeira sessão daquele órgão, realizada no dia 11 de outubro. Na ordem de trabalhos estava a eleição da Mesa da Assembleia para o quadriénio de 2021/ 2025. Na altura foi entregue uma lista conjunta pela Coligação «Portimão Mais Feliz» que junta o CDS-PP /NÓS cidadãos/ Aliança e pelo «Novo Portimão» que une PPD/PSD/MPT e PPM.

A lista conjunta propunha Carlos Gouveia Martins para presidente da Mesa da Assembleia, Marta Patrícia Gonçalves Caetano para primeira secretária e Vítor Manuel Campos Couto para segundo secretário.

«A negociação, composição e apresentação dessa lista conjunta foi feita completamente à revelia da ora deputada», acusa Ângela Venâncio, também ela candidata à presidência da Mesa da Assembleia pela Coligação «Portimão Mais Feliz».

A deputada Ângela Quadros diz só ter tido conhecimento de tal lista, que nomeava para presidente da Assembleia Municipal de Portimão um candidato do PSD, «minutos antes da entrega à mesa para posterior votação».

«Considero que tal comportamento da Coligação afigura-se uma total deslealdade política para com a ora deputada municipal, legitimada pelos eleitores por sufrágio direto, bem como para com o eleitorado. Por conseguinte, tendo em consideração este comportamento e outras circunstâncias que considero graves, informo os munícipes e particularmente a todos os que votaram e acreditaram na minha candidatura, que perdi a confiança política na Coligação «Portimão Mais Feliz» por não estarem reunidas as condições necessárias a continuação do projeto em conjunto», lamenta.

A deputada garante que vai manter as funções enquanto independente, mas fora do Grupo Municipal «Portimão Mais Feliz».

«Com toda a certeza, lutarei incansavelmente para o melhor do nosso município na Assembleia Municipal de Portimão. É verdade que estarei sozinha, mas também é verdade que estarei livre e não sujeita a atos de deslealdade política por parte da Coligação na qual acreditei. Estarei com a população que me legitimou, sem estar enquadrada num grupo que em nada representa os interesses dos eleitores», sublinha.

«Enganaram-se aqueles que consideraram que eu não iria ser fiel aos meus princípios. Enganaram-se aqueles, que pensaram que ia acomodar-me ao sistema e a estas fracas jogadas de bastidores», conclui.

O pedido de saída foi entregue a 3 de novembro a Isabel Guerreiro, presidente da Assembleia Municipal de Portimão.