Algarve celebra Dia da Rússia com festival de Gastronomia

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Caviar e uma ementa digna do tempo dos czares fazem parte das celebrações do Dia da Rússia no Algarve, com o apoio do cônsul honorário no Algarve, Bruno Valverde Cota. Efeméride celebra-se hoje.

O programa começou ontem com a inauguração de uma exposição de fotografia da Sociedade Geográfica Russa, para celebrar o Dia da Rússia (Dien Rossii), hoje 12 de junho, data em que foi adotada a declaração de soberania da República Socialista Federativa Soviética da Rússia (RSFSR), em 1990.

A mostra ficará patente no consulado daquele país em Vilamoura, segundo conta ao barlavento, o diplomata Bruno Valverde Cota.

Uma outra notícia que poderá ter importância para a região tem a ver com o facto de que desde sexta-feira, 31 de maio, aquele país abriu os voos para turistas, entre Moscovo e Lisboa, uma ligação da companhia de bandeira Aeroflot.

E que aliás, coincidiu com a visita do ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, à capital russa.

«Qualquer cidadão português que queira viajar só tem de pedir o visto e fazer o teste PCR, sem estar sujeito a medidas de quarentena», explica o cônsul honorário no Algarve, Bruno Valverde Cota.

Numa altura em que o principal cliente do mercado turístico e hoteleiro do Algarve mudou as regras, esta poderá ser uma janela de oportunidade para conquistar o mercado de um país com 150 milhões de habitantes.

«Eu acredito que sim. De certa forma, estarmos restritos aos operadores britânicos é um não querer olhar a outros mercados. Estou disponível para ajudar a juntar as partes interessadas, os operadores de ambos os países, e caso cheguem à conclusão que do ponto de vista económico faz sentido criar uma nova ligação direta, penso que será possível do ponto de vista político», garante.

O cônsul afasta a imagem negativa dos tempos soviéticos.

«A Rússia e os seus agentes económicos sofrem muito de publicidade negativa. Estamos a falar de um país que é a sexta maior economia do mundo. Tem um PIB per capita de 29,642 dólares, o maior dos chamados BRICS e um poder de compra forte. Claramente que o turista russo de classe média alta é hoje muito interessante para a hotelaria de cinco estrelas», aliás, um nicho que que o sul de Espanha tem aproveitado com sucesso.

«A taxa de desemprego é de 5,8 por cento. A dívida pública é menor que a de Portugal. Quem dera à maior parte dos países da Europa ter um total de ativos financeiros de 1523 biliões de dólares», defende.

Segundo Bruno Valverde Cota, «os russos gostam muito de passeios e podemos promover tudo aquilo que de bom aqui existe, que é diversificado, e que desconhecem», através de uma promoção específica para esse público.

Também para aproximar ambas as nacionalidades, está a ser organizado um festival de gastronomia russa que terá lugar no N’ICE Park Entertainment Center, em Quarteira, um espaço de lazer dedicado às famílias, criado por um empresário russo. Será no sábado, dia 26 de junho, às 19 horas.

Os convivas irão provar pratos que servidos à mesa do czar e as entradas mais populares da época da URSS, num menu preparado pelo chef Alexander Mishin, laureado em competições internacionais, membro da confraria La Chaîne des Rôtisseurs (de Paris) e ex-aluno e professor da Escola Superior de Gestão, Hospitalidade e Artes Culinárias, de São Petesburgo.

Haverá ovas de esturjão (caviar) e outras iguarias. Devido às restrições da pandemia, os lugares são limitados.

Alexander Mishin.

Custam 35 euros por pessoa e podem ser reservados por telefone (931 351 206).

Durante o jantar haverá ainda um espetáculo de danças tradicionais russas pelos jovens bailarinos do estúdio Black Rabbit sob a direção da coreógrafa da Tina Cherry e uma parte musical a cargo de Irina Svechnikova, música e diretora artística do Festival «Temporadas Russas no Algarve».