Albufeira já tem aplicação móvel para reportar ocorrências

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Integrada num projeto que marca o arranque do conceito de SmartCity em Albufeira, a nova ferramenta digital promete melhorar a resposta do município à gestão e resolução de ocorrências.

Uma webapp que espelha «a vontade de melhorar a vida dos cidadãos residentes e a estadia daqueles que nos visitam e que é um passo extremamente importante».

Foi assim que José Carlos Rolo, presidente da Câmara Municipal de Albufeira (CMA), catalogou a tão esperada aplicação para a comunicação e gestão de ocorrências na cidade, apresentada ao público hoje, segunda-feira, dia 17 de maio, e já disponível para utilização.

Este é um projeto que já estava em testes «há algum tempo, mas que por vários motivos ainda não tinha sido disponibilizado à população», revela o líder do executivo albufeirense, que acrescenta ainda que a criação «nasce de uma parceria com uma das maiores empresas de telecomunicações do país, a NOS», e marca a vontade do município em dar marcha «a um dos eixos de atuação do plano Albufeira 2030, a Transição Digital».

Agradecendo à empresa tecnológica pela parceria, Rolo explicou que através desta valência móvel, «os cidadãos podem comunicar com a autarquia e transmitir várias ocorrências. Fugas de água, roturas, resíduos, buracos nas estradas, calçada irregular, uma série de situações que a população poderá ver e exercer o seu direito de cidadania, transmitindo-as a quem de direito».

Rolo não quer que as reclamações caiam em saco roto, porque isso «é das piores coisas que pode acontecer».

Como tal, o município terá de ter «smartpessoas, desde chefias, encarregados, todo o corpo municipal, que devem corresponder aos cidadãos» e honrar estes novos olhos que Albufeira, a partir de hoje, já estão disponíveis.

«A funcionar assim, isto até parece extremamente fácil», rematou José Carlos Rolo, mas não é, pelo menos na parafernália de sensores e servidores que o sistema tem em background.

Segundo Pedro Figueiredo, responsável da contratação pública da NOS, a sala de gestão da operadora para estes projetos, a nível nacional, conta com sete milhões de equipamentos ligados em simultâneo, que geram cerca de «60 mil eventos por segundo».

Algo «humanamente impossível de gerir», explica o responsável.

Com a ajuda da informática, «a informação é tratada e organizada, permitindo gerar alertas e sugerir ações preditivas, que prevejam problemas futuros», detalha Pedro Figueiredo.

Este processo das smartcities nasceu, para a NOS, há cerca de cinco anos, e chega agora a Albufeira, «uma das primeiras urbes do país a iniciar o caminho da digitalização», segundo este alto quadro da empresa.

Na sala smartcity de Albufeira, localizada no edifício da Câmara, é possível realizar «uma gestão centralizada, onde há acesso a toda a informação, seja sobre regas, resíduos, e muitas, muitas outras» do dia a dia municipal, elucida Pedro Figueiredo, que explica a possibilidade de «correlacionar toda a informação e tomar decisões imediatas ou preditivas com o histórico que vai sendo guardado».

Para o representante da NOS, «a gestão de ocorrências é uma das vertentes mais importantes de todo este conceito» de cidade inteligente, «porque utiliza o sensor mais poderoso que temos: as pessoas, através dos seus smartphones».

Esta nova ferramenta está disponível numa app online disponível aqui.

O utilizador deve efetuar o registo na plataforma e terá, depois, acesso à aplicação. Reportar ocorrências é simples: o cidadão indica no mapa o local, tipifica a situação e pode anexar uma fotografia a ilustrar. A sala smartcity recebe, analisa e insere a ocorrência num processo interno, respondendo ao utilizador aquando a resolução. Caso o software detete uma repetição nas ocorrências, responde aos cidadãos indicado a comunicação anterior e avançando com um prazo para resolução.