AHETA pede «intervenção urgente» do governo para salvar o Turismo

  • Print Icon

AHETA lembra que «evitar uma catástrofe económica e social sem precedentes e salvar o turismo do Algarve, exigem uma intervenção urgente e esclarecida ao mais alto nível da governação».

A Associação Dos Hotéis e Empreendimentos Turisticos Do Algarve (AHETA) emitiu hoje, quarta-feira, 2 de dezembro, um comunicado onde afirma que «o agudizar da crise pandémica agravou a situação económica e social do Algarve, descapitalizando as empresas que operam na região e deixando-as à beira de um precipício económico sem precedentes, tendo o desemprego atingido níveis impensáveis e nunca experimentados anteriormente».

Para a AHETA, constitui «uma obrigação e um dever nacional salvar o que é viável e pode ser salvo, caso contrário estaremos a comprometer o futuro do Algarve e do país, assim como toda a actividade turística, enquanto um dos sectores mais pujantes, estratégicos e prioritários da economia portuguesa».

Assim sendo, a Associação considera que «em nome do interesse público regional e nacional, importa garantir que, na fase de recuperação da economia do turismo, as nossas empresas estejam preparadas para responder, rápida e eficazmente, aos enormes desafios de um futuro complexo, difícil e, obviamente, muito competitivo».

O comunicado aponta, como ativos que «devem ser preservados a todo o custo» para enfrentar o futuro «com sucesso», o «saber fazer, as competências de gestão adquiridas, os recursos humanos de qualidade, o conhecimento dos canais de comercialização e distribuição, assim como todo o circuito que envolve o negócio turístico».

Neste sentido, «não podemos comprometer a recuperação económica do turismo e do Algarve, deixando a actividade turística ao sabor das conjunturas internacionais, sem mostrarmos capacidade efectiva para as influenciar a nosso favor, prescindindo de um know how acumulado durante décadas, enquanto uma mais valia competitiva indispensável para assegurar uma recuperação económica e social célere no período pós pandemia», afirma a missiva da Associação hoteleira.

Por tudo isto, a AHETA apela ao governo para que, «no âmbito do Plano Específico de Emergência para Recuperar o Algarve, aprove a atribuição urgente de apoios financeiros ao setor empresarial da região, sob a forma de subvenções a fundo perdido, quer para a recapitalização de empresas viáveis, convertendo dívida em capital, quer através da injecção de fluxos financeiros para fortalecer a robustez do cash flow das empresas hoteleiras e turísticas regionais».

A situação económica e financeira das empresas da região «está sustentada na concretização de investimentos em capital intensivo, através do recurso a capitais alheios e outras soluções de financiamento, pelo que o impacto da crise pandémica na tesouraria das empresas ao longo dos últimos meses acentuou não só a diminuição das receitas empresariais, mas também os incumprimentos respeitantes a compromissos financeiros e outros».

Para a AHETA, «esta realidade coloca em causa, por um lado, a sobrevivência das empresas e, por outro, a sua capacidade para enfrentar com sucesso a recuperação que se prevê rápida, mas muito disputada e competitiva, sobretudo nos mercados internacionais, cabendo ao governo criar as condições financeiras e fiscais destinadas a evitar o colapso das nossas empresas, preparando-as para os desafios que vão chegar. Empresas frágeis não são competitivas».

Esta associação, sediada em Albufeira, admite que «o Algarve, o país e o mundo foram abalados por uma crise angustiante e sem paralelo». No entanto, «não estarmos preparados para responder aos desafios da retoma é prolongar as consequências desastrosas em que estamos mergulhados por anos e anos sem fim. Perdem os empresários, mas perde também a economia do país e, muito principalmente, os nossos trabalhadores e a população em geral».