Tavira expõe os «Mares sem Tempo» da Gulbenkian

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Mostra inaugura no dia 23 de novembro, às 18h00, no Museu Municipal de Tavira – Palácio da Galeria, no âmbito do programa Gulbenkian Itinerante.

A exposição «Mares sem Tempo», com conceção e curadoria de Jorge Queiroz e Daniel Santana, resulta da cooperação cultural e artística entre o Município de Tavira e a Fundação Calouste Gulbenkian, consubstanciada em projetos desenvolvidos, há vários anos, entre o Museu Municipal e o Museu Gulbenkian, os quais, agora, se renovam com a passagem dos 500 anos da elevação de Tavira a cidade (1520 – 2020).

As obras selecionadas pertencem à Coleção Moderna do Museu Calouste Gulbenkian, mas também à coleção reunida pelo fundador Calouste Sarkis Gulbenkian ao longo da vida.

Estarão patentes, entre outras, obras de Paula Rego, Ângelo de Sousa, Amadeo de Souza-Cardoso, Noronha da Costa, Félix Ziem, Nadir Afonso, Almada Negreiros, Torres-García, Nikias Skapinakis, João Cutileiro, Costa Pinheiro, Malangatana, Bartolomeu dos Santos, Joaquim Rodrigo e Ana Vidigal.

A nova exposição estrutura-se em três núcleos temáticos. O primeiro, «Entre a Terra e o Mar (e o Céu)», é simbólico para a região do Algarve, itinerário de grandes viagens da Antiguidade, também espaço de contemplação espiritual e inspiração artística. Os elementos naturais sugerem reflexões sobre o mundo, o sagrado e a vida quotidiana.

Na segunda unidade expositiva, «Mediterrâneo», estão incluídas obras simbólicas do universo mediterrânico, cidades, portos e ambientes marítimos. Partindo do espólio do Museu Gulbenkian, surgem trabalhos de artistas fascinados pelo mar, pelas origens e representações mitológicas, paisagens e deslumbramentos de um espaço sempre marcado pelas paixões e conflitualidades.

O terceiro e último núcleo, «A descoberta do mundo/fim de viagem», evoca lugares longínquos e exóticos, formas, ideias e objetos desconhecidos dos europeus, mas acessíveis pelo contributo dos portugueses de Quatrocentos e Quinhentos. Revelam-se novas latitudes, paisagens e espécies de África, América e Oriente, expondo as relações e os fascínios de expressões culturais distantes.

«Mares sem Tempo» estará patente até dia 23 de fevereiro de 2020, e poderá ser visitada, de terça-feira a sábado, das 9h15 às 16h30.