Museu Municipal de Faro mostra obra de Maria José Oliveira

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Artadentro mostra obra de Maria José Oliveira no Museu Municipal de Faro.

Depois da sua participação na recém-inaugurada exposição da Gulbenkian, «Tudo o que eu quero – Artistas Portuguesas de 1900 a 2020», Maria José Oliveira apresenta no Museu Municipal de Faro, no âmbito do ciclo de arte contemporânea Eklektikós, a exposição «Estamos aqui porque voámos».

A inauguração está marcada para sábado, dia 12 de junho, às 18 horas e ficará patente no Museu Municipal de Faro até 1 de agosto.

Nesta mostra, Maria José Oliveira, «apresenta um conjunto de obras construídas a partir de objetos heterogéneos, marcados pela usura do tempo e carregados de poderosa energia simbólica que, associados à ideia darwiniana, convocam-nos à reflexão sobre a real dimensão humana», explica Vasco Vidigal, mentor da Artadentro, coletivo farense dedicado à arte Contemporânea.

De facto, o título «Estamos aqui porque voámos», alude «ao longo caminho já percorrido pela humanidade. Contudo, temo ser inevitável a interrogação: teremos nós algum mérito na demorada jornada, ou a nossa existência é apenas um feliz acidente no curso natural da evolução das espécies?».

Maria José Oliveira (Lisboa, 1943), inicia o trabalho com cerâmica no final dos anos 1960, com a aprendizagem da técnica de fornos de chão, com o mestre Albino, considerado o último oleiro arcaico em Portugal.

Entre 1973 e 1976, aprofunda o seu conhecimento deste material, com o Curso de Cerâmica do IADE.

Em 1978/79, estuda escultura no Ar.Co. em Lisboa, onde, de 1991 a 1995, é professora convidada. Foi apoiada pela Fundação Calouste Gulbenkian para a execução de todo o trabalho necessário à exposição «Dimensões da Vida na Terra», para o Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa, em 1999.

Expõe regularmente desde 1982, em Portugal e no Estrangeiro.

A sua obra integra prestigiadas coleções como a da Fundação Carmona e Costa, a da Fundação PT e a Fundação EDP.

Em 2017, realiza a importante retrospetiva «Maria José Oliveira 40 anos de Trabalho» na Sociedade Nacional de Belas Artes em Lisboa, afirmando a sua obra como uma das mais relevantes da arte contemporânea portuguesa.