Monchique lamenta a morte da historiadora Cláudia Diogo

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O presidente da Câmara Municipal de Monchique, Rui André, lamenta a morte da historiadora, académica e professora Cláudia Diogo, responsável por diversos trabalhos de investigação sobre o património do concelho de Monchique.

Autora da importante obra historiográfica «Lendas e outras memórias de Monchique – História, tradição e oralidade no Algarve», resultado do trabalho de investigação que Cláudia Diogo desenvolveu no âmbito da tese de mestrado em história em 2003.

Este trabalho foi publicado mais tarde pela Direção Regional da Cultural do Algarve com o apoio do município de Monchique, e obra constitui hoje um importante legado sobre o património oral do concelho e do Algarve.

Além do registo sensível e com a paixão que tinha pela cultura local, garantiu com a sua obra, a transmissão oral guardada na memória de muitos monchiquense que foi conhecendo na sua terra de adoção que «lamenta de forma sentida a sua partida».

Cláudia Diogo foi também formadora de muitos jovens e «deixa-nos muitos momentos de partilha, que refletem os diversos interesses em que a sua investigação se centrou, com destaque para os trabalhos dedicados à História e Património do nosso concelho», lamenta o autarca Rui André.

Nascida em Lisboa em 1967, Diogo residiu durante a sua infância em Almada e em Faro. Licenciou-se em Ciências da Comunicação e realizou um mestrado em História, iniciando a sua atividade profissional como jornalista em Macau.

Residia em Monchique, era docente universitária e desenvolveu outros projetos nas áreas da formação, do marketing e das artes visuais.

Recentemente, Cláudia Diogo produziu um conjunto de textos para o município de Monchique sobre os elementos da cultura popular local.

Um trabalho em que, «como sempre, empregou a sua enorme dedicação ao registo inestimável do testemunho histórico e da valorização deste património imaterial do Algarve enquanto reflexo da identidade cultural da região».

Ontem foi «um dia triste para Monchique, para o Algarve, para a cultura e para todos quantos reconheciam a Cláudia pela sua obra que fica como prova do seu talento e dedicação, mas sobretudo para todos quantos viam na sua amizade e no seu sorriso contagiante uma mulher amiga, de cultura e uma professora que marcou e influenciou aqueles que com ela aprenderam».

À Miranda e ao Daniel, bem como à restante família e amigos, a autarquia de Monchique envia as mais sentidas condolências, votos que a equipa do barlavento acarinha.