MOMI traz 14 espetáculos em seis palcos diferentes a Faro

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MOMI traz 14 espetáculos em seis palcos diferentes a Faro. Horários diferenciados permitem ao público assistir a todo o cartaz.

A segunda edição do MOMI – Festival Internacional de Teatro Físico – Algarve apresenta um programa de 14 espetáculos em seis palcos diferentes, de 8 a 11 de junho.

Organizado pelo JAT – Janela Aberta Teatro, o programa inclui, além dos espetáculos de artistas e companhias de nove países diferentes, cinco dos quais em estreia absoluta em Portugal, uma residência artística, cinco workshops, ações de teatro de rua e uma conferência que assinala o centésimo aniversário do nascimento do mimo francês Marcel Marceau.

A equipa de produção.

Segundo explicou Miguel Martins Pessoa, que assina a direção artística do JAT e do MIMO em conjunto com Diana Bernedo, «o teatro físico abarca muitas linguagens diferentes e tem como eixo principal a fisicalidade do ator. A mensagem é transmitida através do corpo, de um ator ou do elenco, tendo como veículo da mensagem a linguagem corporal em muitas estéticas, como o teatro de máscara, o mimo, o circo ou o clown». Nesta edição, responderam à «open call», lançada em outubro do ano passado pela organização, candidaturas de 250 artistas de 50 nacionalidades, interessados em participar no cartaz. Foi também possível aumentar o número de dias, de espetáculos, de palcos (interiores e exteriores) e de workshops. O MIMO terá, partir de agora, uma periodicidade bienal, isto é, realizar-se-á de dois em dois anos.

Miguel Martins Pessoa e Diana Bernedo.

O festival abre na quinta-feira, dia 8 de junho, com «Roundaround», pela companhia Bratislava Puppet Theatre, da Eslováquia, no palco do Conservatório do Algarve, às 12h00. À noite, o palco situado junto à doca recebe «Con Su Permiso», do artista chileno Mimo Tuga, às 19h00, e «Asas de Papel», do Janela Aberta Teatro, às 20h30. Segue-se, na sexta-feira, dia 9, «Con Su Permiso», também no palco da doca, às 19h00, e «Un Poyo Rojo», da dupla homónima oriunda da Argentina, que se apresentará no Conservatório, às 21h00.

No sábado, dia 10 de junho será a vez dos espanhóis El Perro Azul apresentam «Superhéroe» às 10h00, na delegação regional do Instituto Português de Desporto e Juventude (IPDJ), cujo auditório recebe «El Comedor de Corazones», do espanhol José Piris, às 16h00. Segue-se «A Possibilidade», resultado de uma residência artística com quatro artistas que não se conhecem, neste caso Raúl Iaiza (Itália/Argentina), Joana Pupo (Portugal), Simone Lampis (Itália) e Bambang Prihadi (Indonésia), acompanhados por José Alegre, na guitarra portuguesa. O Jardim da Alameda acolhe «A Aparição» das portuguesas As Testemunhas Duo mostram às 18h00, enquanto o Teatro Lethes recebe «Alma de Tigre», dos espanhóis Elefante Elegante, às 21h00.

O festival fecha no domingo, dia 11 de junho, numa agenda que se inicia com «A Última Borboleta», da companhia farense A Fera, às 12h00, no IPDJ. É também neste auditório que terá local a conferência que contará com a presença de José Piris, antigo aluno de Marcel Marceau (1923-2007). Por fim, jardim da Alameda acolhe «Conseqüències» da companhia espanhola Moveo apresenta, às 18h00. E por fim, o Teatro das Figuras dá palco a «Smashed 2», dos britânicos Gandini Juggling, às 20h00.

Os cinco workshops arrancam antes do festival, no dia 3 de junho, decorrendo noutros espaços, sobre comédia física, mimo, dramaturgias migratórias, método Suzuki e dança/teatro, este último dirigido aos mais jovens. O preço dos bilhetes, disponíveis nas plataformas habituais e nos locais onde serão realizados os espetáculos, variam entre cinco e 15 euros, estando também disponível o MOMI Passe, no valor de 50 euros, que garante presença em todos os espetáculos e descontos nos workshops.