Lisbon Poetry Orchestra apresentam «Os Surrealistas» em Olhão

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«Os Surrealistas», novo trabalho de música e poesia dos Lisbon Poetry Orchestra é apresentado ao vivo em Olhão, dia 3 de novembro.

«Os Surrealistas», o novo trabalho do coletivo de música e poesia Lisbon Poetry Orchestra é apresentado ao vivo, amanhã, dia 3 de novembro, às 21h30 no Auditório Municipal de Olhão, no âmbito do novo Festival Arte Larga. O concerto tem entrada gratuita.

Lançado a 28 de agosto de 2022, na Feira do Livro do Porto, «Os Surrealistas», uma edição «Cidade Nua», sob a chancela da Associação Cultural A Palavra, é dedicado a um grupo de artistas e poetas que, num Portugal cinzento, percebeu a urgência da liberdade.

É a partir do legado deste movimento artístico que a LPO vai buscar a matéria para a construção de um disco que é também uma viagem pela obra de alguns dos seus mais ilustres representantes: Alexandre O’Neill, António José Forte, António Maria Lisboa, Carlos Eurico da Costa, Fernando Lemos, Mário Cesariny, Mário-Henrique Leiria, Pedro Oom.

A Lisbon Poetry Orchestra é composta por Alexandre Cortez (baixo), André Gago (voz), Filipe Valentim (teclados), José Anjos (voz), Luís Bastos (sax e clarinete), Mário Santos (bateria), Miguel Borges (voz), Nuno Miguel Guedes (voz), Paula Cortes (voz) e Sérgio Costa (guitarra).

«Os Surrealistas» está disponível em duas edições distintas, formatou CD ou CD e livro, com ilustrações a partir de pinturas de João Alves e fotografias de Vitorino Coragem. Os poemas são todos do grupo Surrealista e a música é da LPO com produção de Fred Ferreira.

«Entre nós e a palavra, o nosso dever falar»

A palavra é e será sempre o ponto de partida da Lisbon Poetry Orchestra (LPO), um coletivo multidisciplinar e de geometria variável, a começar no seu processo criativo e a terminar nos convidados que completam cada intervenção deste projeto.

É assim desde 2015, altura em que cinco músicos se juntaram numa das célebres noites dos Poetas do Povo, ao Cais do Sodré. A partir dessa sessão improvisada ficou decidida uma declaração de intenções: levar a palavra poética de forma próxima com a colaboração da música, de uma forma una e adaptada a cada palavra.

Em 2017, depois de vários concertos onde a aceitação do público criou ainda maior incentivo, a LPO lançou o seu primeiro manifesto: o livro-disco Poetas Portugueses de Agora (edição Abysmo), onde através de uma ambiciosa vontade juntou várias novíssimas vozes poéticas para em conjunto ser criado um objeto que em concerto levava ao máximo tudo o que foi sonhado.

E agora, depois de tantos concertos, de tantas salas, de tantas colaborações com músicos, poetas e orquestras, a Lisbon Poetry Orchestra chega a Os Surrealistas: um disco, um livro- objeto de arte e um espetáculo que resume tudo isso.

Este património de liberdade através da palavra que o grupo surrealista português simboliza encaixa na perfeição em tudo o que a LPO acredita: provocação, deslumbre, subversão e respeito simultâneo. Foram convocados para esta nova viagem poetas como Cesariny, António José Forte, Alexandre O’Neill, Fernando Lemos e mais.

O resultado final, aquele que se pode ter entre mãos, é outro objeto de arte perene, com disco, poemas, pinturas de João Alves e fotografias de Vitorino Coragem, desta vez editado pela chancela Cidade Nua, albergada pela associação cultural A Palavra.

Mas houve mais cúmplices que alegremente saltaram a bordo: A Garota Não, Adolfo Luxúria Canibal e Tó Trips – unidos pela visão indispensável da produção de Fred Ferreira. E estará disponível já neste Agosto.

Tudo isto – e é tanto – se torna ainda mais verdade em cima de um palco. A poesia é entregada com alegria, força e crença, de forma informal e sedutora a quem a quiser ver e ouvir.

É este o segredo da Lisbon Poetry Orchestra. E quem puder assistir perceberá que «entre nós e as palavras» há tudo o que nos une e pouco do que nos separa.