LAMA Teatro faz parte da Odisseia Nacional do Teatro Nacional D. Maria II

  • Print Icon

A companhia farense LAMA Teatro faz parte da Odisseia Nacional do Teatro Nacional D. Maria II, com o espetáculo «Batalha».

Cento e setenta e nove apresentações constam do programa «Odisseia Nacional» que, de janeiro a dezembro de 2023, vai levar o Teatro Nacional D. Maria II a 93 concelhos portugueses, incluindo Açores e Madeira, anunciou a direção artística.

Na linguagem comum, quando se quer referir a grandes feitos, é habitual falar-se em odisseias e por elas entender-se façanhas incomuns, muitas vezes utópicas.

Este desafio a que se propõe o Teatro Nacional D. Maria II cita o poema épico grego, procurando o lugar do ideal, mas com os pés bem assentes na terra ou, melhor dizendo, em todo o território português.

Durante o ano de 2023, o Teatro irá disseminar a sua atividade artística, envolvendo as populações, os agentes culturais e as administrações autárquicas de mais de 90 concelhos.

Tal como a epopeia homérica, esta Odisseia Nacional é também um retorno ao espaço onde sempre residiu a missão pública do D. Maria II: a amplitude do território nacional.

A programação desta odisseia procura democratizar exponencialmente a oferta teatral, fomentando a criação artística local, com projetos intergeracionais e inclusivos, que refletem a diversidade do país, a partir de escalas regionais. Propõe-se, ainda, a relacionar o pensamento contemporâneo com as identidades locais, aproximando as comunidades de novas linguagens artísticas.

Em 2023, o Teatro Nacional D. Maria II estará presente em todas as regiões de Portugal continental, Açores e Madeira, com uma programação que integra centenas de propostas agrupadas em cinco programas — Peças (espetáculos), Atos (projetos de participação), Frutos (atividades para o público escolar), Cenários (eventos de pensamento) e Nexos (formação) — e ainda uma Exposição.

Uma empreitada que, através do teatro, pretende retratar dimensões fulcrais da atividade cultural em Portugal, criando uma reflexão aprofundada sobre as diversas realidades e promovendo uma maior coesão territorial com lastro para os anos vindouros.

O LAMA Teatro é uma estrutura financiada pela DGArtes/Ministério da Cultura e apoiada pelo Município de Faro.

_

«Batalha»

Sinopse

Numa manhã de Primavera, na praia do Guincho, o Presidente da República Portuguesa, tem uma ideia que pode mudar a vida de alguns jovens. Reúne todas as turmas das escolas secundárias do país numa tômbola e tira uma à sorte. Nesse mesmo dia, comunica ao país o sorteio que realizou e revela quem foram os contemplados. A turma X, da Escola Y, da cidade W foi selecionada para representar Portugal. A ideia é que esta turma seja responsável por contar a história de Portugal, numa transmissão mundial (streaming). «Têm três semanas para preparar a apresentação», afirma o presidente.

A turma X, da Escola Y, da cidade W, decide arregaçar as mangas e, juntamente com a professora de História, começam a ensaiar para preparar a sua versão dos factos.
Esta turma, tal como tantas outras, tem muitos jovens, oriundos de vários locais, com diferentes formas de estar e alguns deles encaixam-se em estereótipos definidos pela sociedade. A ideia é que todos contribuam, realçando o trabalho da turma enquanto todo, e a importância do trabalho elaborado em sala de aula, entre matéria e valências dos alunos, promovendo a inclusão e a participação, independentemente do, género, deficiência, raça, etnia, origem, religião, condição económica ou outra. A ação do espetáculo começa precisamente no anúncio feito pelo Presidente da República, seguida da reação da turma à notícia e os consequentes preparativos e ensaios.

A História de Portugal é muito rica em acontecimentos ao longo dos séculos, por isso, será inevitável realçar mais uns episódios do que outros. O ponto de partida e especial enfoque será dado às BATALHAS. Será possível explicar algumas batalhas armadas sem usar armas? Será possível recriar acontecimentos tão longos em tão pouco tempo? Será possível criar uma batalha de palavras? O Rap será uma ferramenta fundamental para que esta turma consiga expressar-se.

Será criado um texto de raiz, a partir dos episódios mais importantes da História de Portugal e de improvisações sobre situações específicas. Pretendemos ter o acompanhamento de um historiador ao longo do processo, para que possamos construir uma narrativa verídica. O espaço cénico será inspirado numa sala de aula.

Ficha artística
Encenação e dramaturgia: João de Brito
Texto: Sandro William Junqueira
Assistência de encenação: Inês Ferreira da Silva
Interpretação: Joana Bárcia, João de Brito e seis jovens escolhidos em audição
Desenho de luz: Jorge Ribeiro
Cenografia: Henrique Ralheta
Aconselhamento hip hop e apoio à dramaturgia: Sir Scratch
Sonoplastia: Noiserv
Figurinos: José António Tenente
Historiador: a designar
Direcção técnica: Fábio Ventura / Show Ventura
Direcção executiva e de produção: Sandro Benrós
Produção: LAMA Teatro
Co-produção: Teatro Nacional D. Maria II e Teatro das Figuras