Arte no feminino vem ao Solar da Música Nova em Loulé

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Arte no feminino vem ao Solar da Música Nova em Loulé, no lançamento da Revista esfera #13. Evento é organizado pela Figo Lampo.

Distopia no feminino é o tema da revista esfera #13, cujo lançamento terá lugar no próximo sábado dia 13 pelas 18h no Auditório Solar da Música Nova em Loulé.

O tema deste número foi decidido muito antes dos títulos dos jornais nos invadirem com o retrocesso da igualdade de género no mundo, porque hoje, mesmo em Portugal, os números são assustadores tanto quanto à desigualdade de direitos, como de oportunidades, segurança ou até mesmo expressão. Apesar desse grito necessário estar implícito em toda a revista, não foi por esta válida razão que o diretor, Paulo Tomé, optou por dedicar o número 13 ao feminino.

A expressividade artística, tão particular, e a sensibilidade no feminino é aquilo que se explora nas dissertações e manifestações artísticas deste número da revista, que surge como um tributo de Paulo Tomé às artistas e colaboradoras: Ana Frederica, Carla Badillo Coronado, Célia Mendes, Eva Anjos, Genoveva Faísca, Isabel M. Marques, Joana Rego, Josefa de Lima, Laura Carlos, Mariana Rosa, Mercedes Escolano, Paula Rocha, Raquel Zarazaga, Sara Monteiro, Sofia Correia, Teresa Miguel, Teresa Muge, Violante C., Virginia Golf e Zulmira Oliva e Neuza Tomé.

Como já vem sendo habitual nos lançamentos da #esfera, não faltará música, performances, poesia num evento que pretende democratizar os conteúdos artísticos, fazendo-os chegar a cada vez mais pessoas num compromisso educativo para com a Região, que a Associação Figo Lampo leva muito a sério.

O evento terminará com a distribuição da #esfera 13 pelos presentes e é gratuita.

A revista esfera é editada pela associação Figo Lampo e conta com o apoio da República Portuguesa – Cultura | DGARTES – Direção-Geral das Artes, Câmara Municipal de Loulé, Tipografia Tavirense e Bloco D, Design e Comunicação Lda.

Sobre o concerto

Distopia é concerto de improvisação e composição ao vivo com Ernesto Rodrigues (viola), Bruno Parrinha (clarinete e clarinete baixo) e Hernâni Faustino (contrabaixo);

Aclamado mundialmente e com 40 anos de carreira, Ernesto Rodrigues trará a sua mestria em improvisação e em música contemporânea mostrando num concerto único, a forma também ela única como se relaciona com os seus instrumentos explorando o aspetos mais texturais e sónicos dos mesmos, numa abordagem nova onde é inegável a forte influência da música electrónica.

Ernesto Rodrigues. Foto: Nuno Martins.

Com colaborações com músicos do mundo inteiro e uma discografia extensa, Ernesto Rodrigues desafiou os impossíveis ao despir uma orquestra de partituras e mostrando as maravilhas que são possíveis ao subverter conceitos clássicos e académicos, recorrendo ao improviso e ao uso de micro tonalidades, criando uma experiência imersiva e quase provocatória de sentidos e sentir, onde a produção artística coletiva supera a individual, criando de todas as vezes, in loco um concerto único que nunca mais se repetirá.

Depois da música haverá poesia com «A poesia lida por quem a escreve», dando a vez no palco a Sofia Correia e Josefa de Lima ambas colaboradoras da esfera que declamarão poemas de sua autoria, escritos especialmente para esta edição em particular.

Poesia e música abraçar-se-ão de seguida com a performance «Poema visual repetitivo em duas tomadas e meia» pela mão de Albino Gonçalves na Guitarra Portuguesa e pela voz de Isabelle Rossie seguindo-se a apresentação da vídeo performance «Symbiosis» de e por Maria Adelaide Fonseca.

Esta vídeo performance terá estreia absoluta no lançamento refletindo sobre a repetição e o ciclo natural de mortes e renascimentos, o primordial, o tribal, a sombra, a luz, os elementos, a jornada do herói de Joseph Campbell, o inconsciente coletivo de Carl Jung.

Incide ainda sobre como reabilitar a relação de espécie humana (que sobrevive em constante burnout), consigo própria e com a sua essência que é una com a sua casa: o Planeta Terra.